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Oferta de petróleo global cai em março, graças a Arábia Saudita e Venezuela

Sergio Caldas

São Paulo

11/04/2019 05h38

A produção de petróleo global continuou a diminuir em março, graças a cortes na oferta da Arábia Saudita e da Venezuela, que integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira, a AIE estima que a produção mundial da commodity sofreu queda de 340 mil barris por dia (bpd) no mês passado, a 99,2 milhões de bpd. O número ficou 3,1 milhões de bpd abaixo da máxima atingida em novembro último, mas ainda 530 mil bpd acima dos níveis de março do ano passado, ressaltou a agência.

A Opep cortou sua produção em 550 mil bpd em março, a 30,1 milhões de bpd. Apenas a Arábia Saudita, líder informal do cartel, diminuiu a oferta no último mês em 320 mil bpd, a 9,82 milhões de bpd.

No fim de 2018, a Opep e aliados liderados pela Rússia decidiram reduzir sua produção em 1,2 milhão de bpd durante o primeiro semestre de 2019, como parte de uma estratégia para conter a oferta global excessiva e impulsionar os preços do petróleo. A Opep se responsabilizou por um corte de 800 mil bpd e os aliados, pelos demais 400 mil bpd.

Mas a produção da Opep também foi influenciada pelo resultado da Venezuela, onde a oferta registrou declínio de 270 mil bpd em março. Além de enfrentar uma grave crise econômica, a Venezuela está sob sanções dos Estados Unidos.

Ontem, a Opep divulgou seu próprio relatório mensal, que mostrou queda de 534 mil bpd na oferta do cartel em março.

A AIE, entidade com sede em Paris que presta consultoria a governos e empresas sobre tendências do setor de energia, também reiterou sua projeção de avanço na demanda global por petróleo em 2019, em 1,4 milhão de bpd.

O documento da AIE também aponta que os estoques comerciais de petróleo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sofreram baixa de 21,7 milhões de barris em fevereiro ante o mês anterior, a 2,871 bilhões de barris. Trata-se da primeira redução, após três meses de acréscimos.

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