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IPP terá informação desagregada por alguns produtos industriais no 2º semestre

Daniela Amorim

Rio

16/04/2019 16h08

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passará a divulgar no segundo semestre informações desagregadas sobre o movimento de preços de algumas cadeias industriais importantes que integram o Índice de Preços ao Produtor (IPP).

Segundo Alexandre Brandão, gerente de Análise e Metodologia do IPP na Coordenação de Indústria do IBGE, os subsetores que terão dados desagregados foram escolhidos por importância, desde que a divulgação mantenha preservado o sigilo da fonte.

"Algumas atividades são muito concentradas, então abrir demais a informação coloca em risco o sigilo. Então por uma questão estratégica, não abrimos algumas, a indústria extrativa é uma delas. Então (a escolha) foi por importância e para preservar o sigilo da informação", justificou Brandão.

As aberturas de informações por subsetores incluirão atividades como a de alimentos, com dados separados também por carnes, laticínios, açúcar, café e soja, por exemplo. Em couro, haverá informações também separadas de preços do curtimento e da fabricação de calçados.

Os subsetores de borracha e de material de plástico também terão dados desagregados, assim como a atividade de veículos automotores terá também separado o desempenho de automóveis, camionetas e utilitários. Em máquinas, aparelhos e materiais elétricos, o IBGE fornecerá informações à parte também dos eletrodomésticos.

O detalhamento de preços por subsetores era uma demanda das próprias empresas informantes, disse Brandão.

"Já tem empresas que utilizam (os dados do IPP) em contratos. Por exemplo, uma empresa automobilística que vai comprar pneu usa os dados do IPP para medir preço", explicou Manuel Campos, gerente do IPP no IBGE.

"As empresas veem que os dados que elas prestam beneficiam elas mesmas", complementou Brandão.

O IBGE divulgou nesta terça-feira, 16, a atualização da amostra e ponderações do IPP com base nos dados da última Pesquisa Industrial Anual (PIA), referente a 2016.

A nova estrutura passou a investigar 416 produtos em cerca de 2.070 empresas. A amostra anterior era composta por 324 produtos provenientes de 1.400 empresas. Como o IPP é um índice de preços, não houve mudanças na série histórica.

A nova amostra do IPP tem 191 novos itens investigados, além de 225 produtos que já eram pesquisados. A revisão do indicador eliminou ainda 99 produtos que eram investigados e perderam peso.

Saem da amostra itens como manteiga de cacau, catchup, maionese, DVD, cloro, amoníaco e fermentos preparados. Entram na amostra produtos como bebidas lácteas, condimentos e temperos compostos, sucos concentrados de frutas que não sejam de laranja e queijos de massa semidura ou massa dura (emental, gouda, gruyere etc.).

Os pesos de alguns itens também mudaram. "A nafta não sai da amostra, mas agora tem muito menos peso", lembrou Alexandre Brandão.

"Em 2007, o relógio tinha um peso maior, o computador pesava menos. Agora, com a nova amostra, é outra realidade", exemplificou Campos.

Outro aperfeiçoamento da atualização metodológica do IPP é a disponibilização no banco de dados do IBGE, o Sidra, de variações de preços com cinco casas decimais, em vez de duas casas decimais, como era feita a divulgação até então.