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BC projeta para setembro déficit de US$ 3,3 bi para o setor externo

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

23/09/2019 13h43

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, comentou nesta segunda-feira, 23, que o déficit de US$ 4,274 bilhões nas transações correntes em agosto foi maior que o visto em agosto do ano passado (US$ 1,757 bilhão), o que deve se repetir neste mês. Para setembro, a projeção do BC para o déficit em conta corrente é de US$ 3,3 bilhões, ante um saldo negativo de US$ 194 milhões em setembro de 2018.

O déficit em conta corrente acumulado em 12 meses até agosto, de 1,84% do Produto Interno Bruto (PIB), corresponde ao maior porcentual de déficit desde março de 2016, quando atingiu 2,11%.

Rocha destacou ainda que os Investimentos Diretos no País (IDP) de US$ 9,470 bilhões em agosto superaram a estimativa do BC de ingressos de US$ 5,500 bilhões nessa rubrica. "Tivemos ingressos significativos em participação no capital, que representaram 89% dos fluxos de IDP em agosto. Tivemos ingressos relacionados ao setor elétrico de US$ 3,1 bilhões no mês passado. As operações do setor de petróleo e gás totalizaram R$ 1,8 bilhão", detalhou.

Parciais

Em setembro, até o dia 19, há ingresso líquido de IDP de US$ 2,657 bilhões. A projeção do BC para o mês é de entrada de US$ 4,0 bilhões em IDP neste mês, ante os US$ 7,9 bilhões de setembro do ano passado.

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central adiantou que o pagamento líquido de juros somou US$ 387 milhões em setembro, até o dia 19. "Provavelmente teremos despesas de juros em setembro menores que as de agosto", avaliou. No mês passado, a conta de juros somou US$ 1,316 bilhão.

Já na conta de lucros e dividendos, a remessas líquidas de setembro, até o dia 19, totalizam US$ 1,828 bilhão, ante US$ 3,433 bilhões de agosto.

Rocha adiantou que, em setembro, até o dia 19, há saídas líquidas em ações e fundos de investimentos de US$ 64 milhões. Em títulos e renda fixa, a saída líquida é de US$ 1,909 bilhão.

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou negativo em US$ 3,486 bilhões em agosto. Já em fundos de investimentos no Brasil, o resultado ficou positivo em US$ 23 milhões no mês passado.

Ele também adiantou que, em setembro, até o dia 19, a taxa de rolagem total ficou em 123%, sendo 96% em empréstimos diretos e 697% em títulos de longo prazo.

A taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 254% em agosto. De acordo com os números apresentados nesta segunda-feira pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo ficou em 168% em agosto. Já os empréstimos diretos atingiram 256% no mês passado.

Viagens internacionais

O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central destacou que a redução no déficit na conta de serviços em agosto - US$ 2,461 bilhões, ante US$ 3,226 bilhões no mesmo mês de 2018 - se deveu em relação à queda nas contas de viagens e aluguel de equipamentos. "O déficit em serviços acumulado entre janeiro e agosto de 2019 (US$ 23,327 bilhões) é o menor para o período desde 2016", acrescentou.

Rocha adiantou que o saldo na conta de viagens é deficitário em US$ 653 milhões em setembro, até o dia 19, decorrente de receitas de US$ 237 milhões e despesas de US$ 891 milhões,