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Petróleo fecha novamente no maior nível desde setembro, após acordo comercial

Iander Porcella

São Paulo

16/12/2019 17h07

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, ainda influenciados pela conclusão da chamada "fase 1" do acordo comercial entre americanos e chineses, e continuam no maior nível desde meados de setembro. Dados econômicos da China acima do esperado também apoiaram o apetite por risco no exterior.

O petróleo WTI para janeiro avançou 0,23%, a US$ 60,21 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para fevereiro subiu 0,18%, a US$ 65,34 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O otimismo no mercado internacional ainda é reflexo do pacto comercial preliminar entre as duas maiores economias do mundo, confirmado na sexta-feira por Washington e Pequim. Hoje, o diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Larry Kudlow, disse que o entendimento entre os dois países deve dobrar as exportações americanas à China. "Os negócios devem ser muito bons no próximo ano", disse Kudlow em entrevista à Fox Business.

"A animação está sendo gerada pelo otimismo em relação à economia, ao aumento das bolsas de valores em todo o mundo, em vista do "acordo de fase 1" na disputa comercial entre a China e os EUA, e um dólar fraco", avalia Eugen Weinberg, chefe de pesquisa em commodity do Commerzbank.

Segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) chinês, a produção industrial do país asiático subiu 6,2% em novembro, na comparação anual, ante expectativa de alta de 5%. Já as vendas no varejo tiveram ganho de 8% no mês passado, acima da expectativa de avanço de 7,6%.

O índice DXY, por sua vez, que mede a variação do dólar ante outras seis divisas fortes, caía 0,11% às 16h30 (de Brasília), a 97,064 pontos.

"O que o mercado precisa agora é de clareza sobre exatamente o que o acordo [entre EUA e China] implica", afirmam Warren Patterson e Wenyu Yao, estrategistas de commodities do ING. "Quanto mais esperarmos por esses detalhes, maior a probabilidade de os participantes do mercado começarem a questionar quão bom é o acordo", acrescentam.

Economia