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Decreto sobre militares para ajudar na fila do INSS está em andamento, diz Bolsonaro

22.out.2019 - Fila de triagem na agência do INSS em Pinheiros, em São Paulo - Lucas Borges Teixeira/UOL
22.out.2019 - Fila de triagem na agência do INSS em Pinheiros, em São Paulo Imagem: Lucas Borges Teixeira/UOL

Mateus Vargas

Brasília

15/01/2020 09h41

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) repetiu hoje que a ideia do governo é convidar militares para participar de mutirão para "diminuir essa fila enorme que está no INSS". Antecipada pelo Estadão/Broadcast, a contratação de militares da reserva é uma medida encontrada pelo governo para reduzir a fila de 1,3 milhão de pedidos sem análise há mais de 45 dias até o fim de setembro de 2020.

"Não é convocar. Eles podem aceitar o convite para trabalhar ganhando 30% dos seus proventos. E não tem qualquer encargo trabalhista, não tem nada. É muito simples. Então a primeira ideia é realmente convidar os militares a participar desse mutirão para a gente diminuir essa fila enorme que está no INSS", disse o presidente em frente ao Palácio da Alvorada.

Devem ser contratados até 7.000 militares da reserva das Forças Armadas para este serviço. Bolsonaro disse que gostaria de publicar já hoje o decreto para encaminhar as contratações, mas que ainda está discutindo o texto.

"Lógico que tem de ter um treinamento antes (ao militar). Se aprovado, (trabalha) quase como um atendente. Juntar papelada, orientar, esse trabalho aí", disse Bolsonaro.

Os militares da reserva contratados temporariamente para essa função receberão um adicional de 30% sobre a remuneração, pago pelo próprio INSS. O custo estimado pelo governo é de R$ 14,5 milhões ao mês durante nove meses. Ao todo, um gasto de R$ 130,5 milhões.

Economia