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Juros futuros caem com Copom e melhora de humor no exterior

Denise Abarca

São Paulo

05/02/2020 21h17

O mercado de juros encerrou o dia da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) com taxas em queda pela terceira sessão seguida, amparada nas apostas na redução da Selic e na melhora de humor no exterior, em meio ainda a novas revisões em baixa para o crescimento do PIB.

Nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) negociados na B3, as taxas renovaram mínimas na reta final da sessão regular, sobretudo nos vértices a partir de 2022. O vencimento mais líquido foi o de abril de 2020, justamente o que capta as apostas para o Copom de fevereiro e de março, e fechou com taxa de 4,170%, de 4,174% ontem no ajuste. Na sessão estendida, fechou em 4,18%. O DI para janeiro de 2021 renovou sua mínima histórica com taxa de 4,290% na etapa regular, de 4,295% ontem, mas subiu a 4,32% na estendida. O DI para janeiro de 2023 encerrou com taxa de 5,42% (regular) e 5,44% (estendida), de 5,451%, e a taxa do DI para janeiro de 2027 fechou a 6,39% (regular) e 6,41% (estendida), de 6,471%.

"Na ponta longa, temos um arrefecimento das preocupações com coronavírus, em função da taxa de mortalidade baixa e cientistas avançando na busca pela vacina. Os curtos estão mais ligados às apostas de corte na Selic, principalmente depois da PIM", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, referindo-se ao recuo da produção industrial (-0,7%) em dezembro ante novembro informado ontem pelo IBGE.

O recuo das taxas foi moderado nos vencimentos de curto e médio prazos, e um pouco mais expressivo na ponta longa. Alguns profissionais afirmam que, bem ajustada para um corte da Selic hoje, a curva teve pouco espaço para "andar", diante ainda da expectativa sobre o que trouxe o comunicado. Por isso, também houve um alívio ligeiramente maior nos longos.