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Bolsonaro recua e quer discutir veto a reajustes de servidores com governadores e Maia

4.jun.2019 - O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia - Andre Coelho/Folhapress
4.jun.2019 - O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia Imagem: Andre Coelho/Folhapress

Mateus Vargas

Em Brasília

15/05/2020 07h03

O presidente Jair Bolsonaro disse ontem que quer discutir com governadores e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o veto a trecho do projeto de socorro a estados e municípios que congela reajuste de servidores até 2021. "Ele (Maia) pretende, juntamente comigo, fazer videoconferência com governadores de todo o Brasil e ali sair compromisso no tocante a possível veto ou não de artigos desse projeto", afirmou Bolsonaro em frente ao Alvorada.

Bolsonaro disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, teme que parte dos R$ 60 bilhões aos estados e municípios previstos no projeto seja usado para reajustar salários de funcionários públicos.

O presidente disse ainda que fala "a mesma língua" de Maia nesse tema: "Está todo mundo preocupado com a questão de gastos. Quase todos prefeitos e governadores estão no limite sobre a questão de gastos."

O presidente prometeu a Guedes que vetaria o trecho do projeto que blinda uma série de carreiras do congelamento, incluindo as de segurança pública.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, foi o próprio Bolsonaro que deu aval para que o Congresso aumentasse a lista de categorias que podem ter reajuste até o fim de 2021, contrariando as orientações da equipe econômica. Depois, no entanto, Bolsonaro passou a se comprometer, em público, a vetar a possibilidade de reajustes.

Bolsonaro recebeu Maia no Palácio do Planalto mais cedo, após meses de afastamento e trocas de farpas em público. "Não existe ataque entre nós. Estamos vivendo em paz, harmonia, sem problema", disse Bolsonaro.

Ele tem até o dia 27 de maio para sancionar o socorro aos Estados e municípios, com o veto à possibilidade de aumento salarial para o funcionalismo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Economia