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Mansueto: Para tornar auxílio permanente, precisaria aumentar impostos

Adriano Machado/Reuters
Imagem: Adriano Machado/Reuters

Idiana Tomazelli e Anne Warth

Brasília

05/06/2020 19h20Atualizada em 05/06/2020 19h53

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que o País precisa discutir a qualidade do gasto social em vez de simplesmente querer prorrogar o auxílio emergencial, que custa cerca de R$ 50 bilhões ao mês e não tem lugar dentro do Orçamento da União. Torná-lo permanente demandaria um aumento na carga tributária equivalente a 10 pontos percentuais do PIB (Produto Interno Bruto), disse o secretário.

Mansueto explicou que a informalidade é muito grande no País e atinge cerca de 40% da mão de obra. "Pegar 40% de mão de obra e jogar num programa social, esse debate nem deveria começar", afirmou em debate virtual promovido pela Verde Asset Management. "Não há espaço para aumentar despesa pública no Brasil."

Segundo o secretário, o valor de R$ 600 definido para os três meses de duração inicial do auxílio emergencial é alto para a realidade brasileira. Prova disso, afirmou ele, é que mais de 90% do público do Bolsa Família migrou para o benefício temporário. O benefício médio do Bolsa é um terço do valor do auxílio.

Mansueto ainda desconversou sobre a reedição do 13º para os beneficiários do Bolsa Família, que teria custo aproximado de R$ 2,5 bilhões. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que aventava essa possibilidade. Hoje mais cedo, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou que a equipe analisaria o espaço orçamentário para o 13º.

"Vi colega falando em 13º do Bolsa Família. O beneficiário recebeu 18 meses em três meses. Eles tiveram coisa muito melhor que 13º", disse o secretário do Tesouro.