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Dívida de países pobre pode ser estendida no 2º semestre com evolução da pandemia, diz G20

Matheus Piovesana e Célia Froufe

Em São Paulo e em Londres (Inglaterra)

18/07/2020 14h27

No comunicado divulgado após a reunião de ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais dos países membros do G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, a área de finanças do grupo afirma que vai considerar "uma possível extensão" do programa de suspensão temporária de pagamentos de dívidas de países pobres (DSSI) no segundo semestre, "levando em conta o desenvolvimento da situação da pandemia da covid-19".

O grupo também considerará os dados fornecidos em relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial sobre as necessidades de liquidez dos países elegíveis. Os dados serão analisados na próxima reunião do grupo, em outubro.

Até o momento, o programa do grupo das 20 maiores economias do globo (G20) que suspende temporariamente o pagamento de dívidas de países pobres (DSSI, na sigla em inglês) teve a adesão de 42 países, o que levou o montante diferido em 2020 a um valor estimado de US$ 5,3 bilhões.

O FMI é outro dos pontos citados no relatório. No texto, o G20 reitera o compromisso com um "forte, cotizado e adequadamente suprido" Fundo, e que vai manter as demandas pelos recursos "sob análise cuidadosa".

O grupo também pede ao FMI que explore "ferramentas adicionais" que poderiam suprir as necessidades dos países membros durante a evolução da crise, "inspirando-se nas experiências relevantes de crises anteriores".

O G20 vê com bons olhos as contribuições urgentes prometidas para fortalecer a resposta do FMI à crise, especialmente em financiamentos a países pobres.