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Banco Central: investimento direto no país totaliza US$ 4,754 bi em junho

Prédio do Banco Central em Brasília - ADRIANO MACHADO
Prédio do Banco Central em Brasília Imagem: ADRIANO MACHADO

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues

Brasília

28/07/2020 10h44

Em um ambiente ainda de incertezas sobre o futuro do Brasil, na esteira da pandemia do novo coronavírus, os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 4,754 bilhões em junho, informou hoje o Banco Central (BC). Este é o maior resultado para meses de junho desde 2018 (US$ 6,239 bilhões).

O resultado ficou acima das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 3,000 bilhão a US$ 4,000 bilhões, com mediana de US$ 3,500 bilhões. Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de abril indicaria entrada de US$ 3,500 bilhões.

No acumulado do primeiro semestre, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 25,349 bilhões. A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 55,0 bilhões.

No acumulado dos 12 meses até junho deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 71,676 bilhões, o que representa 4,41% do Produto Interno Bruto (PIB).

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 192 milhões em junho, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 1,632 bilhão.

No acumulado do primeiro semestre, o saldo ficou negativo em US$ 17,849 bilhões.

Já o investimento líquido em fundos de investimentos no Brasil ficou positivo em US$ 239 milhões em junho. No mesmo mês do ano passado, ele havia sido negativo em US$ 648 milhões. No acumulado do primeiro semestre, os aportes líquidos somam US$ 500 milhões nos fundos.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 1,948 bilhão em junho. No mesmo mês do ano passado, havia ficado negativo em US$ 1,001 bilhão. No semestre, o saldo em renda fixa ficou negativo em US$ 11,392 bilhões.

Taxa de rolagem

O Banco Central informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 26% em junho. Esse patamar significa que não houve captação de valor em quantidade suficiente para rolar compromissos das empresas no período.

O resultado ficou bem abaixo do verificado em junho do ano passado, quando a taxa havia sido de 213%.

De acordo com os números apresentados nesta terça pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo ficou em 2% em junho. Em igual mês de 2019, havia sido de 3%. Já os empréstimos diretos atingiram 28% no mês passado, ante 447% de junho do ano anterior.

No primeiro semestre, a taxa de rolagem total ficou em 92%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 80% e os empréstimos diretos, de 96% no período. O BC estima taxa de rolagem de 100% para 2020.