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Tereza Cristina: arroz encareceu no mundo todo, não só no Brasil

Tereza Cristina, ministra da Agricultura - ADRIANO MACHADO
Tereza Cristina, ministra da Agricultura Imagem: ADRIANO MACHADO

Tânia Rabello

Do Estadão Conteúdo

23/09/2020 19h14

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, mencionou hoje, que o preço do arroz "subiu no mundo todo", e não só no Brasil, em razão da crise de abastecimento provocada em alguns países por causa da pandemia de coronavírus.

"Encareceu aqui, no México, e em outros países", disse ela, em entrevista à revista Época.

Tereza Cristina garantiu, ainda, que o preço do cereal já está caindo nas gôndolas dos supermercados, após altas expressivas em função da queda dos estoques internos e das exportações em alta.

"O [pacote de] arroz de 5 quilos já está custando R$ 22, R$ 23, R$ 24, e não mais R$ 40, mas [este preço] era oportunismo", disse Tereza Cristina.

Ela voltou a afirmar, também, que a próxima safra, que começa depois de 15 de janeiro no Sul do País (nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul), "será muito boa". "Não teremos problema de abastecimento, nem de preços", garantiu.

Mesmo sem risco de desabastecimento este ano, segundo a ministra, ela disse que o País "não poderia correr riscos" e preferiu derrubar, até dezembro, a tarifa de importação de arroz de fora do Mercosul.

"Fizemos isso para ter uma reserva técnica, para que não houvesse a menor possibilidade de faltar arroz", continuou ela, reconhecendo que este ano o País "levou um susto" por causa da disparada de preços do produto.

"Houve aumento de consumo, aliado à menor produção, decorrente de anos de prejuízos dos produtores", descreveu. "As pessoas ficaram em casa, consumiram mais arroz; o auxílio emergencial fez com que as pessoas pudessem comer melhor e investir mais em alimento", disse a ministra. "Houve uma série de coisas que levaram o preço do arroz a ficar mais alto."

Em relação à crítica que se faz, de que o País deveria manter estoques públicos maiores de arroz, produto da cesta básica, Tereza Cristina disse que "estocar arroz é caro". "A gente vê que tem uma série de desvios. Quando vai ver, no estoque, já não é mais o arroz que você colocou lá", disse. "Assim, na minha humilde opinião, não é só estoque (público) que dá segurança. Talvez devamos ter outros mecanismos, como por exemplo abrir antes a importação [sem tarifas]."