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Sistema de pagamento instantâneo do Banco Central é alternativa a DOC, TED e cartões


Mercado Pago vê movimento de adesão ao Pix em estabelecimentos comerciais

Pix, novo meio de pagamento do Banco Central - TIAGO CALDAS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Pix, novo meio de pagamento do Banco Central Imagem: TIAGO CALDAS/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

André Ítalo Rocha

São Paulo

28/01/2021 15h46

O Mercado Pago, fintech de pagamentos do Mercado Livre, começa a ver um movimento de adesão ao Pix por parte dos estabelecimentos comerciais. Desde que entrou em operação, em novembro do ano passado, o novo meio de pagamento tem sido usado principalmente para transferências entre contas, em substituição ao TED e ao DOC.

"Estamos começando a ver um movimento de adoção no Pix no comércio, com alguns nomes usando as soluções do Mercado Pago, mas ainda há um desafio de educação, de entendimento, de como usar no comércio", afirmou o vice-presidente da fintech, Tulio Oliveira, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira. O Mercado Pago já tem parceria com C&A e Burger King, para que o Pix seja aceito como meio de pagamento nas lojas.

Sobre a possibilidade de pequenos vendedores substituírem as maquininhas para receber pagamentos por meio de transferências via Pix, Oliveira disse que vê o instrumento de pagamento instantâneo como complementar e não como um substituto. "A maquininha é complementar ao Pix, pois ela aceita cartão de crédito, parcelado. Todos os meios de pagamentos serão complementares", afirmou.

O executivo disse que, para o Mercado Pago, o importante é que o cliente não perca a venda, independentemente de como vai receber. "Se vai processar com cartão de débito, com QR Code, com transferência, a gente quer que ele cresça", afirmou Oliveira.

O executivo não quis revelar qual a relevância, hoje, do Pix nos pagamentos efetuados pela fintech, mas disse que o novo meio de pagamento já representa de 5% a 10% do faturamento de clientes que processam pagamentos pela internet.

Na coletiva, o Mercado Pago informou que, em 2020, processou R$ 14,5 bilhões em pagamentos, aumento de 161,2% em relação a 2019. Fora da plataforma do Mercado Livre, foram R$ 8,4 bilhões, ou 196,5% a mais que no ano anterior.