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Presidente do Fed defende reforma no sistema de pagamentos internacionais

André Marinho

São Paulo

18/03/2021 13h37

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, defendeu a necessidade de reformas no sistema de pagamentos transfronteiriços. Em discurso durante evento virtual organizado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), o dirigente argumentou que a pandemia expôs as deficiências da estrutura atual.

Segundo Powell, embora seguro, o sistema existente torna mais difícil o cumprimento de normas contra lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo, não é muito eficiente para pagamentos entre fusos horários diferentes e, em alguns casos, depende de tecnologias ultrapassadas. "Essas fricções contribuem para custos mais elevados nas transações transfronteiriças", argumentou.

O líder do BC americano lembrou que, no ano passado, o G20 pediu ao Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) que coordenasse soluções para a questão. "O objetivo do roteiro FSB é simples - criar um ecossistema para pagamentos internacionais que seja mais rápido, mais barato, mais transparente e mais inclusivo", disse, acrescentando que está "encorajado" com os avanços recentes.

Powell comentou ainda que o Fed trabalha no melhoramento do sistema pela introdução do sistema FedNow Service, que funcionará de maneira interrupta. De acordo com ele, a meta é lançar o projeto em 2023 ou 2024.

O banqueiro centrou revelou também que a autoridade monetária realiza experimentos com moedas digitais emitidas por BCS (CBDCs, na sigla em inglês) e pontuou que um relatório do FSB tratou do tema. "um dos três princípios-chave destacados no relatório é que um CBDC precisa coexistir com dinheiro e outros tipos de dinheiro em um sistema de pagamento flexível e inovador", ressaltou. "Os pagamentos transfronteiriços envolvem várias jurisdições. Portanto, só por meio dos países trabalhando juntos, por meio de todos os fóruns internacionais - G7, G20, CPMI, FSB e outros - as soluções serão possíveis", defendeu.