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BTG deve comprar a empresa dona da Empiricus por cerca de R$ 2 bilhões

Nos últimos 12 meses, o banco de investimentos BTG Pactual cresceu 69% - Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Nos últimos 12 meses, o banco de investimentos BTG Pactual cresceu 69% Imagem: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Fernando Scheller, Ernani Fagundes e Cynthia Decloedt

Do Estadão Conteúdo

20/05/2021 13h00Atualizada em 20/05/2021 18h11

A máquina de aquisições do BTG Pactual continua a todo o vapor. O banco está perto de comprar a holding Universa, dona da empresa de informações financeiras Empiricus, segundo apurou o Estadão com três fontes de mercado. O valor do negócio seria de R$ 2 bilhões. Ainda de acordo com fontes, a Universa — que também é dona dos portais Seu Dinheiro e Money Times, além da Vítreo Asset — procurava um comprador para suas operações desde o fim do ano passado.

O banco de investimentos, de acordo com pessoas próximas ao assunto, vê a Empiricus e as outras empresas do grupo como uma forma de estreitar seu negócio de pessoas físicas — uma das prioridades da operação do BTG atualmente. O banco vem investindo fortemente na plataforma BTG+, uma forma de brigar com concorrentes como a XP e o Nubank.

A busca de uma maior relação com o cliente pessoa física já motivou oito aquisições do BTG. A mais recente delas foi a compra da Fator Corretora, anunciada no início de maio. Outras empresas compradas para reforçar o projeto estão a Ouroinvest e a Network Partners. Além disso, a instituição financeira investiu cerca de R$ 1 bilhão em tecnologia para reforçar sua área de investimentos.

A Empiricus, que ficou inicialmente conhecida no mercado por seus posicionamentos polêmicos — como uma briga pública que comprou com a gigante dos alimentos Marfrig, na década passada — e pelo marketing agressivo, prometendo ganhos estratosféricos para os clientes, teria hoje cerca de 400 mil assinantes de seus relatórios de mercado.

A holding Universa, porém, vai além da Empiricus. A Vitreo Asset tem uma gama de fundos temáticos, como de canabidiol, criptos, games e de urânio, que atraíram cerca de R$ 600 milhões só neste ano. "Esses produtos são a porta de entrada para oferecer todos os demais serviços e aplicações financeiras", disse o sócio-fundador da Vitreo, Patrick O'Grady, ao Estadão/Broadcast, no dia 11.

Em 12 meses encerrados em março, a Vitreo dobrou o patrimônio sob gestão, que atingiu R$ 7,28 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A gestora do BTG Pactual também vem colhendo bons resultados. Nos últimos 12 meses, cresceu 69%. "Tivemos um aumento do nossa equipe com profissionais de alta qualidade para atender todas as nossas linhas de produtos", disse CEO da gestora, Eduardo Guardia, em entrevista recente ao Estadão/Broadcast.

Procurados, Empiricus, Vitreo e BTG não comentaram.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.