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FGV: Índice Geral de Preços de agosto fica em 1,18%, ante alta de 0,18% em julho

Preços de atacado e varejo no supermercado Extra - Divulgação
Preços de atacado e varejo no supermercado Extra Imagem: Divulgação

Daniela Amorim

Rio

17/08/2021 08h59Atualizada em 17/08/2021 09h30

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,18% em agosto, após ter aumentado 0,18% em julho, informou nesta terça-feira, 17, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 1,02% e 1,72%, com mediana positiva de 1,29%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de agosto, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram alta de 1,29%, ante uma queda de 0,07% em julho. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram aumento de 0,88% em agosto, após o avanço de 0,70% em julho. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve alta de 0,79% em agosto, depois de subir 1,37% em julho.

O IGP-10 acumulou um aumento de 16,88% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 32,84%. O período de coleta de preços para o indicador de julho foi do dia 11 de julho a 10 deste mês.

As altas nos preços da energia elétrica, gasolina e alimentos pressionaram a inflação ao consumidor dentro do IGP-10. Dentro do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), quatro das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Alimentação (de 0,45% em julho para 1,13% em agosto), Saúde e Cuidados Pessoais (de -0,24% para 0,45%), Habitação (de 1,17% para 1,56%) e Transportes (de 0,81% para 0,93%). As principais contribuições partiram dos itens: hortaliças e legumes (de -7,67% para 5,17%), plano e seguro de saúde (de -1,27% para 0,62%), tarifa de eletricidade residencial (de 3,86% para 5,74%) e gasolina (de 1,42% para 2,13%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 2,23% para 0,51%), Comunicação (de 0,04% para -0,13%), Vestuário (de 0,34% para 0,17%) e Despesas Diversas (de 0,18% para 0,10%), sob a influência de itens como passagem aérea (de 26,99% para 3,82%), mensalidade para TV por assinatura (de 0,00% para -0,46%), roupas (de 0,47% para 0,16%) e tarifa postal (de 1,78% para 0,00%).

Construção

A alta mais branda no custo da mão de obra desacelerou a inflação da construção dentro do IGP-10, com o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) passando de um avanço de 1,37% em julho para uma elevação de 0,79% em agosto. O Índice que representa o custo de Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de um aumento de 1,30% em julho para uma alta de 1,33% em agosto. Os gastos com Materiais e Equipamentos tiveram alta de 1,44% em agosto, enquanto os custos dos Serviços tiveram elevação de 0,77% no mês. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra passou de uma alta de 1,45% em julho para uma elevação de 0,24% em agosto.

IPAs

Os preços agropecuários mensurados pelo IPA Agrícola subiram 4,76% no atacado em agosto, após um recuo de 2,60% em julho, dentro do IGP-10, informou a FGV. Já os preços dos produtos industriais - medidos pelo IPA Industrial - tiveram queda de 0,02% este mês, depois da elevação de 0,92% no atacado em julho.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 1,60% em agosto, ante uma elevação de 1,27% em julho.

Os preços dos bens intermediários subiram 1,93% em agosto, após alta de 0,90% no mês anterior. Já os preços das matérias-primas brutas subiram 0,55% em agosto, depois da queda de 1,78% em julho.

As condições climáticas desfavoráveis, que afetaram algumas lavouras pelo País, impulsionaram os preços de grãos. "Os efeitos da seca e das geadas estão mais evidentes no resultado do índice ao produtor. Entre os bens finais, os preços dos alimentos in natura avançaram 5,12%. Já entre as matérias-primas, os destaques foram as culturas mais afetadas pelo clima como milho (10,03%) e café (13,76%). Afora os preços dos alimentos, os combustíveis e lubrificantes para a produção subiram 3,72% e também contribuíram para a aceleração da inflação ao produtor", afirmou André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) subiu 1,29% em agosto — ante queda de 0,07% no mês anterior.

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