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Faesp pede mais esforços diplomáticos para solução do embargo chinês a carne

Linha de produção do frigorífico SIF 530, da Seara, do grupo JBS em Lapa (PR). Esta é uma das plantas investigadas na Operação Carne Fraca e está com a licença de exportação suspensa - Pedro Ladeira/Folhapress
Linha de produção do frigorífico SIF 530, da Seara, do grupo JBS em Lapa (PR). Esta é uma das plantas investigadas na Operação Carne Fraca e está com a licença de exportação suspensa
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Julliana Martins

Do Estadão Conteúdo, em São Paulo

20/10/2021 21h34

A Faesp (Federação de Agricultura e Pecuária de São Paulo) fez um apelo Ministério da Agricultura e ao Ministério das Relações Exteriores para que os esforços diplomáticos para a retomada das exportações de carne bovina à China sejam intensificados.

O pedido consta em ofícios enviados às pastas e assinado pelo presidente da entidade, Fábio Meirelles. A entidade ressalta que não há motivos técnicos para a permanência do embargo chinês, após as conclusões apresentadas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre os dois casos atípicos do "mal da vaca louca" no País.

"Haverá significativos prejuízos com a manutenção do embargo, responsável por acentuar a queda no preço dos animais de abate e com poucas perspectivas de solução em curto prazo, considerando que o ambiente de especulação ganha força e pressiona os pecuaristas", afirmou Meirelles.

Ontem, o Ministério da Agricultura informou que a ministra Tereza Cristina enviou uma carta ao ministro-chefe da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês), na qual se colocou à disposição para tratar pessoalmente sobre o embargo às exportações de carne bovina brasileira ao país asiático. Hoje, a pasta esclareceu que não houve atualização das negociações e que nenhuma nova orientação foi emitida.

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