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Guedes defende ampliação de gastos sociais e teto menos restritivo

Guedes esteve em duas comissões da Câmara dos Deputados para falar sobre os investimentos dele no exterior - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo
Guedes esteve em duas comissões da Câmara dos Deputados para falar sobre os investimentos dele no exterior Imagem: Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

Em São Paulo e em Brasília

23/11/2021 14h03Atualizada em 23/11/2021 14h41

O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu hoje que é melhor ampliar um pouco os gastos sociais do que respeitar estritamente o teto de gastos.

"Eu perdi secretário da Receita, perdi gente que acha que tinha de ter sido respeitado estritamente o teto. Eu disse: é melhor fazer uma aterrissagem mais suave no fiscal, mas atender mais o social", afirmou.

"Eu tinha secretário do Tesouro que preferiu pedir demissão do que aumentar o valor do benefício de R$ 300 para R$ 400", completou.

Em audiência nas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Fiscalização Financeira e Controle, Guedes disse que a Economia não tem a última palavra no Brasil e que as mudanças no teto de gastos para garantir um aumento de gastos sociais fazem parte da democracia do país.

"Todo mundo sabe que eu queria manter o teto", afirmou.

Guedes se defendeu ainda da visão de que estaria sendo "descredenciado pelos economistas" por ceder às pressões da Câmara e do Senado e aceitar um déficit maior.

"A Economia não tem a última palavra, a Economia luta até o final pelo que é correto tecnicamente", disse Guedes, para quem não faria sentido pedir demissão do cargo uma vez que a prevalência da vontade política não viola a arquitetura fiscal.

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