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Bolsonaro culpa parlamentares por ter cortado verbas no Orçamento de 2022

O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa em Paramaribo, no Suriname - Clauber Cleber Caetano/PR
O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa em Paramaribo, no Suriname Imagem: Clauber Cleber Caetano/PR

Eduardo Gayer

Em Brasília

27/01/2022 12h38Atualizada em 27/01/2022 17h38

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), culpou os parlamentares por ele mesmo ter cortado, com vetos, verbas no Orçamento de 2022. "O Parlamento fez um orçamento além da previsão de receita e eu sou obrigado a cortar", declarou o chefe do Executivo a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada no período da manhã desta quinta-feira.

A peça orçamentária sancionada pelo presidente cortou os investimentos ao menor nível da história, para R$ 42,3 bilhões, e tirou verbas de pastas como Trabalho e Previdência e Educação.

Por outro lado, manteve os R$ 16,5 bilhões destinados ao chamado orçamento secreto e R$ 4,9 bilhões ao fundão eleitoral.

"Estão me esculhambando em Santa Catarina porque cortei R$ 38 milhões do Orçamento. Mas a gente vai recompor ao longo do ano, porque tem excesso de arrecadação. É impressionante a crítica, por que não criticou os parlamentares que inflaram o Orçamento?", questionou Bolsonaro aos apoiadores.

O presidente ainda reiterou sua previsão de viagem à Rússia em fevereiro. Questionado por um apoiador se o presidente daquele país, Vladimir Putin, seria conservador, Bolsonaro confirmou. "É conservador, sim."