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Prévia da inflação de 2022 sobe de 5,6% para 5,65%, indica boletim Focus

Índice de inflação oficial de 2022 avançou pela oitava semana consecutiva - Byjeng/iStock
Índice de inflação oficial de 2022 avançou pela oitava semana consecutiva Imagem: Byjeng/iStock

Thaís Barcellos

Estadão, Brasília

07/03/2022 08h55

Em meio aos desdobramentos econômicos da guerra na Ucrânia, a mediana apurada para o IPCA, o índice de inflação oficial, de 2022 avançou pela oitava semana consecutiva no Relatório Focus, cada vez mais distante do teto da meta deste ano (5%), conforme divulgação realizada nesta segunda-feira (7) pelo Banco Central. Por outro lado, as medianas para 2023 e 2024 foram mantidas, ainda que se situem acima do alvo central estabelecido para esses anos.

A estimativa para 2022 teve elevação de 5,6% para 5,65%, vindo de 5,44% há um mês.

O objetivo a ser perseguido pelo Banco Central este ano é de 3,5%, com tolerância de 2% a 5%. Ou seja, o Boletim Focus segue indicando o segundo ano consecutivo de rompimento da meta, após o desvio de 4,81 pontos porcentuais do IPCA de 2021 (10,06%).

Já a expectativa para o IPCA em 2023 continuou em 3,51%, ainda que acima do centro da meta (3,25%, banda de 1,75% a 4,75%). A mediana era 3,5% há quatro semanas.

Considerando as 55 alterações nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2022 subiu de forma ainda mais forte, de 5,61% para 5,78%. Em contrapartida, para 2023, as 54 alterações feitas nos últimos cinco dias úteis levaram a um arrefecimento da estimativa mediana, de 3,57% para 3,5%.

A mediana para 2024 também foi mantida em de 3,1%, enquanto a projeção para 2025 continuou em 3%. Há quatro semanas, ambas as projeções eram de 3%.

A meta para 2024 é de 3%, com margem de 1,5 ponto porcentual (de 1,5% para 4,5%). Para 2025, por sua vez, a meta ainda não foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 5,4% em 2022 e 3,2% em 2023. O colegiado elevou a Selic em 1,5 ponto porcentual, para 10,75% ao ano.