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Resistência da elite do funcionalismo impede aprovação da reforma administrativa, avalia Temer

Temer defendeu também que "o ideal dos ideais é que tivéssemos reforma já". Ainda na avaliação do ex-presidente, as mudanças na carreira do servidor público não trariam impactos expressivos na economia de dinheiro público - Aloísio Maurício/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Temer defendeu também que "o ideal dos ideais é que tivéssemos reforma já". Ainda na avaliação do ex-presidente, as mudanças na carreira do servidor público não trariam impactos expressivos na economia de dinheiro público Imagem: Aloísio Maurício/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Bruno Luiz

Salvador, 06

06/04/2022 16h36Atualizada em 06/04/2022 16h53

O ex-presidente Michel Temer (MDB) avalia que a reforma administrativa não deve ser aprovada neste ano porque gera resistência na elite do funcionalismo público. Ele acredita que essas categorias possuem influência no Congresso Nacional, e os parlamentares não pretendem se indispor em ano eleitoral.

"O grande problema da reforma administrativa não é a resistência dos pequenos servidores, é dos grandes servidores. Sendo assim, há grande influência no Congresso. São eleitores e são eleitores qualificados. Para já, não passaria no Congresso", afirmou o emedebista durante painel "Jornada CNA 2022", organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Temer defendeu também que "o ideal dos ideais é que tivéssemos reforma já". Ainda na avaliação do ex-presidente, as mudanças na carreira do servidor público não trariam impactos expressivos na economia de dinheiro público, mas levariam a uma melhora na prestação do serviço.

A comissão especial criada para analisar o texto da reforma administrativa aprovou em setembro do ano passado o relatório do deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), que traz mudanças para a contratação de servidores públicos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda precisa ser votada em plenário em dois turnos, onde serão necessários ao menos 308 votos para que seja aprovada. Só depois a matéria será encaminhada para o Senado Federal.