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Sustentabilidade hoje não é mais custo, é produtividade, diz presidente do BC

7.abr.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em coletiva do Palácio do Planalto - Adriano Machado/Reuters
7.abr.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em coletiva do Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters

Célia Froufe e Lorenna Rodrigues

Brasília

18/05/2022 13h44Atualizada em 18/05/2022 14h12

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira que a crise atual gerou um aprendizado diferente da crise de 2008, quando houve uma crise financeira internacional. Um dos aprendizados, de acordo com ele, é a importância que passou a se dar às questões verdes. "Sustentabilidade hoje não é mais vista como custo. É igual à produtividade", disse, durante a abertura do Congresso Mercado Global de Carbono - Descarbonização e Investimentos Verdes, no Rio de Janeiro.

Campos Neto também avaliou as mudanças geopolíticas que ocorrem neste momento no planeta e destacou que esta é uma oportunidade para o Brasil, já que o mundo busca a reorganização das cadeias produtivas de forma a buscarem fornecedores em locais mais próximos de suas matrizes.

Sobre o mercado de carbono, Campos Neto disse que tem escutado muito falar na importância de se criar um imposto de carbono, mas disse que essa tributação não é adequada para todos os casos. "O mercado de crédito de carbono é forma engenhosa de internalizar externalidades", considerou em seu apontamento, que usa para balizar o discurso no evento.

Isso porque, segundo ele, possibilita que cada país internalize os benefícios da redução de suas próprias emissões, contribuindo para maior cooperação. "Nesse contexto, o desenvolvimento do mercado de carbono impõe grandes desafios, mas também gera enormes oportunidades", considerou. "Isso é particularmente verdadeiro no caso do Brasil, um País com enorme potencial ambiental", completou.