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Novo presidente da Petrobras não terá poder para segurar reajustes

Caio Mario Paes de Andrade, indicado para a presidência da Petrobras - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Caio Mario Paes de Andrade, indicado para a presidência da Petrobras Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Fernanda Guimarães e Mônica Ciarelli

São Paulo

22/06/2022 08h20

O próximo presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, não terá a caneta em mãos para segurar novos reajustes. Para ter sucesso em postergar aumentos para depois das eleições como espera o governo, terá de convencer os membros da atual diretoria ou esperar uma renovação completa dos indicados do governo ao conselho de administração.

Só assim conseguirá selecionar um novo alto escalão da estatal e garantir maioria para aprovar pautas desejadas pelo governo e, com isso, atrasar eventuais aumentos nas bombas de combustíveis.

Fontes próximas da estatal consultadas pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, acreditam que o próximo presidente da companhia, que deverá ser confirmado no posto nos próximos dias, deverá tentar segurar um novo ajuste ao menos até as eleições.

Uma fonte que conhece de perto as regras da empresa diz que, se Andrade seguir esse caminho, terá de elaborar uma documentação provando que não houve prejuízos ao mercado ou a acionistas com o atraso de se alcançar a paridade dos preços internacionais. Se não conseguir, poderá até ser questionado na Justiça "na pessoa física".