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Mercadante, sobre Americanas: Podemos dar crédito para fornecedores que são vítimas

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, aceitou dar crédito a fornecedores afetados pela crise das Lojas Americanas - Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, aceitou dar crédito a fornecedores afetados pela crise das Lojas Americanas Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Vinicius Neder

No Rio

15/02/2023 19h08Atualizada em 15/02/2023 19h55

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, afirmou que discutirá com o Ministério da Fazenda e a Febraban, entidade que representa as instituições financeiras privadas, a possibilidade de lançar uma linha de crédito específica para fornecedores da Americanas.

A varejista entrou com pedido de recuperação judicial após informar ao mercado que havia "inconsistências contábeis" em duas demonstrações financeiras, na ordem de R$ 20 bilhões.

Mercadante negou que a iniciativa retome o papel de "hospital de empresas", pelo qual o BNDES ficou conhecido, especialmente nos anos 1980.

O presidente do banco de fomento destacou que os pequenos fornecedores da varejista são "vítimas dessa fraude".

"O que poderemos fazer é o sistema financeiro abrir uma linha de crédito para pequenos fornecedores, vítimas dessa fraude. É dar alternativas para não agravar a crise. Não vamos voltar a ser 'hospital de empresas', o que estamos falando é outra coisa", afirmou Mercadante, após entrevista coletiva para tratar do Fundo Amazônia, no Rio.

O presidente do BNDES reafirmou que o banco não tem "R$ 1 em risco" com a Americanas.

Como já divulgado pela instituição de fomento, a varejista tinha dois financiamentos contratados, no valor total de R$ 2,4 bilhões, dos quais a companhia ainda devia R$ 1,2 bilhão.

Como a dívida era coberta por fiança bancária, já executada pelo BNDES, não restou exposição.

Mercadante aproveitou para ressaltar que "os sócios [da Americanas] têm capital para aportar e salvar a empresa e proteger fundos de investimento e trabalhadores".