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Hypera: lucro das operações continuadas soma R$ 339,4 mi no 1º trimestre, queda de 2,9%

São Paulo, 27

27/04/2023 19h15

A Hypera Pharma registrou lucro líquido das operações continuadas (ajustado) de R$ 339,4 milhões no primeiro trimestre de 2023, queda de 2,9% ante o mesmo período do ano passado. O lucro líquido somou R$ 339,3 milhões, recuo de 2,2%.

A companhia somou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das Operações Continuadas de R$ 587,5 milhões, 16,2% superior ao primeiro trimestre de 2022. A margem ficou em 34,6%, 0,7 ponto porcentual acima na comparação anual. Quando excluída a contribuição de Outras Receitas e Despesas Operacionais Líquidas, o Ebitda das Operações Continuadas apresentou crescimento de 16,1%, chegando a R$ 580,3 milhões.

A Hypera obteve alta de 13,7% na receita líquida entre janeiro e março em relação ao mesmo período de 2022, totalizando R$ 1,698 bilhão. Segundo a companhia, em documento enviado à CVM nesta quinta-feira, 27, o resultado se deve, principalmente, ao crescimento orgânico de 9,9% da receita líquida no varejo farmacêutico, impulsionado pelo desempenho recente do sell-out; da contribuição adicional de R$ 43,9 milhões do portfólio de medicamentos adquirido da Sanofi em 2022; além do crescimento de 34,8% da receita líquida do mercado Institucional no período.

O crescimento orgânico do sell-out (vendas diretas ao consumidor) foi de 5,9% no trimestre, influenciado negativamente pelo desempenho registrado nos meses de janeiro e fevereiro. Já em março o indicador recuperou o patamar de um ano antes, chegando a avançar 19,1%. A explicação, segundo a companhia, seria a base forte de comparação em 2022, quando cresceu organicamente 28% sobre janeiro e fevereiro de 2021, diante do aumento de vendas de antigripais por conta do crescimento dos casos de gripe (H3N2) no Brasil.

A companhia encerrou março com dívida líquida de R$ 7,718 bilhões. A dívida líquida pós Hedge totalizou R$ 7,709 bilhões.

O resultado financeiro da companhia ficou negativo em R$ 265,8 milhões no período, ante R$ 173,6 milhões também negativos de um ano antes. Essa variação é resultado do aumento das despesas com juros no período, consequência do maior endividamento bruto por conta da aquisição do portfólio de marcas da Sanofi e do aumento da taxa Selic.