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Governo Central tem superávit primário de R$ 15,604 bilhões em abril

Brasília

30/05/2023 15h26

As contas do Governo Central registraram superávit primário em abril, quando a diferença entre as receitas e as despesas ficou positiva em R$ 15,604 bilhões, de acordo com o Tesouro Nacional. O resultado sucedeu o déficit de R$ 7,085 bilhões em março.

O saldo - que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central - foi o melhor desempenho para o mês desde 2022, quando o resultado havia sido positivo em R$ 30,2 bilhões.

O superávit do mês passado foi um pouco menor que a mediana das expectativas do mercado financeiro, que previa saldo positivo de R$ 15,932 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 19 instituições financeiras.

O dado de abril, porém, ficou dentro do intervalo das estimativas, que eram de saldo positivo entre R$ 9,700 bilhões e R$ 23,600 bilhões.

Nos quatro primeiros meses do ano, o resultado primário foi um superávit de R$ 47,165 bilhões, o melhor resultado desde 2022, quando chegou a R$ 84,675 bilhões.

Em abril, as receitas tiveram queda real de 1,5% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, houve baixa de 2,2%. Já as despesas cresceram 8,1% em abril, já descontada a inflação. No acumulado de 2023, a variação foi positiva em 2,8%.

Em 12 meses até abril, o Governo Central apresenta superávit de R$ 22,3 bilhões.

A meta fiscal para este ano admite um déficit de até R$ 230 bilhões nas contas do Governo Central.

Composição

As contas do Tesouro Nacional - incluindo o Banco Central - registraram um superávit primário de R$ 36,359 bilhões em abril, de acordo com dados divulgados pelo Tesouro. No ano, o superávit primário acumulado nas contas do Tesouro Nacional (com BC) é de R$ 125,798 bilhões.

Já o resultado do INSS foi deficitário em R$ 20,755 bilhões no mês passado. No primeiro quadrimestre, o resultado foi negativo em R$ 78,632 bilhões.

As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 93 milhões em abril e acumulam superávit de R$ 9 milhões em 2023 até o mês passado.

Teto de gastos

As despesas sujeitas ao teto de gastos subiram 8% no acumulado do ano até abril na comparação com igual período de 2022, segundo o Tesouro Nacional.

Pela regra do teto, o limite de crescimento das despesas do governo é a variação acumulada da inflação no ano passado. Porém, como o governo não ocupou todo o limite previsto em anos anteriores, na prática há uma margem para expansão de até 18,5%.

As despesas do Poder Executivo variaram 7,9% no período - a margem nesse caso também é de 18,5%.