Petróleo fecha em baixa, em sessão volátil, pressionado por perspectivas e estoques dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa nesta quarta-feira, em uma sessão volátil na qual os desdobramentos da guerra no Oriente Médio chegaram a impulsionar os preços. No entanto, ao longo do dia, as perspectivas macroeconômicas globais somadas à divulgação de uma alta nos estoques nos Estados Unidos pressionaram os preços da commodity. O dia contou ainda com a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na qual a autoridade manteve os juros entre 5,25% e 5,50%, em um movimento amplamente antecipado

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou em queda de 0,71% (US$ 0,58), a 80,44 o barril. Enquanto isso, o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,46% (US$ 0,39), a US$ 84,63.

Nesta quarta, o líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, pediu que países muçulmanos interrompam exportações de petróleo e alimentos para Israel, além de bloquear cooperações econômicas com o governo israelense.

Khamenei pediu ainda que as autoridades condenem em assembleias internacionais "os crimes e tragédias" na Faixa de Gaza.

Seguindo as declarações, o analista da Oanda Craig Erlam apontou que os preços do petróleo estavam se recuperando. No entanto, de um modo geral, "continuamos a vê-los regressando a níveis de antes do ataque do Hamas a Israel. O prêmio de risco geopolítico se desfez gradualmente, com os investidores aparentemente mais esperançosos de que não a guerra não irá se espalhar para um conflito mais amplo e perturbar os fluxos de petróleo", avalia Erlam.

Além disso, a economia também continua a ser uma preocupação, especialmente tendo em conta os rendimentos das obrigações e a perspectiva de as taxas de juro permanecerem mais elevadas por mais tempo, avalia o analista.

Para o CIBC, o Fed deixou a porta aberta para maior aperto monetário, e deve subir 25 pontos base seus juros em dezembro para atingir o limite das taxas, dada a acumulação de evidências de uma economia firme, combinada com a tendência dos dirigentes no sentido de fazerem demasiado, ao invés de fazerem pouco para combater a inflação.

Ainda conforme divulgação feita nesta quarta, os estoques de petróleo nos Estados Unidos cresceram 773 mil barris, na semana encerrada em 27 de outubro, a 421,893 milhões de barris, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 500 mil barris.

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