Bolsas da Europa operam em alta, com BCs, balanços e indicadores em foco

Os mercados acionários da Europa exibem ganhos, nas primeiras horas do pregão desta quinta-feira. O humor é apoiado pela comunicação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de ontem, que analistas em geral viram como mais pró-manutenção dos juros, embora a própria instituição não tenha descartado mais uma alta de juros neste ano. Além disso, indicadores e balanços importantes são avaliados, com expectativa pela decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), às 8h (de Brasília).

Às 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em alta de 1,54%, em 443,31 pontos.

O Rabobank comenta hoje, em nota a clientes, que o resultado do Fed de ontem foi interpretado como "levemente dovish" pelo mercado, diante do que foi dito pelo presidente do BC americano, Jerome Powell, em sua entrevista coletiva. Para o próprio Rabobank, "nós vemos isso como mais neutro que parece ter sido interpretado pelo mercado". Já o Erste Group afirma que, até a decisão de dezembro, haverá mais dois conjuntos de dados mensais nos EUA, que para este banco devem mostrar mais desaceleração nas pressões sobre os preços e, com isso, o Fed não deve elevar mais os juros.

Nos mercados em geral, prevalecia a leitura de que não deve haver mais aperto monetário pelo Fed, o que tende a apoiar os mercados acionários. No Reino Unido, a expectativa nesta manhã é que o BoE não elevará os juros, e analistas já debatem quando pode haver corte.

Ainda na agenda europeia, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da zona do euro caiu a 43,1 em outubro, mas ficou acima da prévia de 43,0, que era também a expectativa dos analistas ouvidos pela FactSet. Na Alemanha, o PMI industrial subiu a 40,8 em otubro, acima da previsão de 40,7, mas ainda bem abaixo da marca de 50 que separa contração da expansão na pesquisa.

Entre ações em foco, Lufthansa avançou 7,52% em Frankfurt, após a companhia aérea alemã superar expectativas em seu lucro no terceiro trimestre. Já ING recuava 3,43% na Bolsa de Amsterdã, após o banco holandês lucrar mais que o previsto no terceiro trimestre e anunciar 2,5 bilhões de euros em recompra de ações, com receita também acima do esperado, mas analistas do Citi apontaram para alguns aspectos negativos, entre eles o aumento nos custos. Em Londres, o papel da Shell avançava 2,13%, com alta de 1,73% em Amsterdã, após a empresa de energia ampliar lucro no terceiro trimestre e anunciar recompra de ações de US$ 3,5 bilhões.

Às 6h45 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 1,32%, Frankfurt avançava 1,53%, Paris tinha alta de 1,63%, Milão ganhava 1,54% e Lisboa, 0,94%. No câmbio, o euro avançava a US$ 1,0620 e a libra se valorizava a US$ 1,2182.

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