Dólar recua em linha com DXY, juro de Treasuries e digerindo dados fracos de serviços

O dólar opera em baixa moderada no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 14,, alinhado ao sinal dos rendimentos de Treasuries e do dólar ante outras divisas rivais e várias emergentes ligadas a commodities, como peso chileno e peso mexicano. Os investidores digerem ainda os dados fracos no setor de serviços em setembro no País.

O volume de serviços prestados caiu 0,30% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou nesta terça o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado de setembro veio perto do piso das projeções, de -0,4%.

Na comparação com setembro de 2022, houve recuo de 1,20% em setembro, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano - que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior - foi de alta de 3,40%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 4,40%, ante avanço de 5,30% até agosto. A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 1,00% em setembro ante agosto. Na comparação com setembro de 2022, houve avanço de 3,10% na receita nominal.

Lá fora, os contratos futuros do petróleo operam em leve baixa nesta manhã, revertendo ganhos de mais cedo, após a Agência Internacional de Energia (AIE) elevar sua projeção para a oferta da commodity este ano, graças principalmente à produção dos EUA, mas também com contribuição do Brasil.

Nos EUA, o vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Philip Jefferson, disse nesta manhã que algumas medidas de incerteza econômica, particularmente para a inflação, são elevadas. Em discurso durante evento patrocinado pelo Fed, Banco Central da Suíça (SNB) e Banco de Compensações Internacionais (BIS), Jefferson afirmou também que incertezas sobre a persistência da inflação podem justificar uma "resposta mais forte" da política monetária. No texto, porém, Jefferson não fez comentários sobre sua preferência para a trajetória da política monetária ou perspectiva econômica dos EUA.

Os EUA divulgam novos números de sua inflação ao consumidor (CPI), que são cruciais para determinar o rumo da política monetária (10h30).

A Bloomberg apurou que a China planeja fornecer pelo menos 1 trilhão de yuans (US$ 137 bilhões) em financiamento de baixo custo para programas de renovação de vilas urbanas e moradias populares do país, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, sob anonimato. O valor final do financiamento está sujeito a alterações, mas o primeiro passo para implementação pode acontecer ainda em novembro. O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) injetará fundos em fases por meio de bancos de apólices, e o dinheiro chegará às famílias para a compra de casas.

Às 9h30 desta terça, o dólar à vista caía 0,09%, a R$ 4,9034. O dólar para dezembro recuava 0,08%, a R$ 4,9130.

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes