Ouro fecha em baixa, seguindo correção após tocar máxima histórica

O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta terça-feira, 5, ampliando a queda que o metal vem sofrendo desde que atingiu sua máxima histórica no começo da semana. A postura do Federal Reserve (Fed) segue como o grande guia para o mercado, com investidores avaliando que o banco central americano pode começar a cortar juros no próximo ano, o que deu forças aos preços. No entanto, após a alta recente, este cenário foi ponderado, com questionamentos sobre os próximos passos da autoridade.

Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para fevereiro fechou em baixa de 0,28%, a US$ 2.036,30 por onça-troy.

Para o Commerzbank, o aumento de cerca de US$ 60 ontem em questão de minutos foi provavelmente desencadeado por compras subsequentes, depois que o preço ultrapassou seu recorde anterior de US$ 2.075 em agosto de 2020. O pequeno volume de negociação no início do pregão asiático provavelmente impulsionou ainda o aumento de preços, avalia.

O banco alemão vê alguma limitação nas altas, o já ficou evidente ontem, quando o ouro rapidamente perdeu seus ganhos. Uma nova descida dos preços está prevista se as expectativas prematuras das taxas de juro do Fed tiverem de ser reduzidas, avalia. "Esperamos que o preço suba de forma duradoura para US$ 2.100 por onça troy apenas no segundo semestre de 2024, quando a Fed começar a reduzir as suas taxas de juros, projeta.

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