Dólar abre quase estável, com viés de baixa, após IBC-Br e com queda em juro de T-notes

O dólar abriu o pregão desta quarta-feira, 20, com leve viés de baixa ante o real, seguindo movimento semelhante ao observado em relação a outras moedas ligadas a países exportadores de commodities, que recebem suporte da valorização destes ativos. A divisa americana, no entanto, sobe ante outras moedas emergentes como peso mexicano e lira turca, e a desvalorização de pouco mais de 1% acumulada pelo dólar ante o real em dezembro ainda pode levar a movimentos de correção ao longo do pregão.

Pesa também sobre o dólar o recuo nos juros dos Treasuries - a taxa da T-note de 2 anos recuava a 4,369%, de 4,424% no ajuste de terça, enquanto a da T-note de 10 anos tinha queda para 3,878%, de 3,921%.

Os dados do IBC-Br, divulgado mais cedo, tiveram pouco efeito sobre o câmbio. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central caiu 0,06%, na série livre de efeitos sazonais, vindo melhor que a mediana das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de queda de 0,20%.

Por volta das 9h30 desta quarta, o dólar à vista recuava 0,07%, a R$ 4,8603, enquanto o dólar para janeiro tinha queda de 0,14%, a R$ 4,8570.

Na agenda do dia, os destaques vão para a votação, no Senado, da MP da Subvenção do ICMS. Pela manhã será apresentado ainda o relatório final do orçamento de 2024 para ser votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Lá fora, as atenções ficam em dois indicadores americanos: confiança do consumidor e vendas de moradias usadas.

Em relação a outras moedas fortes, o dólar sobe, reagindo a dados divulgados mais cedo sobre a inflação no Reino Unido - que pesa sobre a libra - e refletindo o ceticismo dos investidores quanto ao compromisso do Banco Central Europeu (BCE) de adiar o máximo possível o corte nas taxas de juros da zona do euro, segundo o Rabobank.

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