Autor do Perse diz que, comprovadas irregularidades, deve haver punição sem paralisar programa

O autor do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), Felipe Carreras (PSB-PE), disse nesta quarta-feira, 7, que, se for comprovado que houve fraudes e irregularidades no programa, deve haver punição sem paralisá-lo. O parlamentar voltou a defender uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para esclarecimentos sobre as suspeitas de lavagem de dinheiro feitas contra o Perse.

"Quando formos recebidos pelo ministro, a gente vai procurar saber do ministro o que é isso sobre suspeitas de lavagem de dinheiro (...) ", disse Carreras. "Se comprovar fraude, tem que punir e não é culpa nossa", emendou, ao rechaçar a possibilidade de que o Perse seja paralisado caso as suspeitas sejam comprovadas.

Além de o custo do programa ter extrapolado em muitos bilhões de reais o previsto pelo governo, o Perse está na mira da equipe econômica por suspeita de fraudes e irregularidades - incluindo lavagem de dinheiro. Carreras disse que marcou duas agendas com Haddad para tratar do assunto, mas os encontros teriam sido demarcados pelo ministro. A expectativa é de que ocorra logo após o feriado de Carnaval.

Carreras também afirmou que alguns parlamentares vão apresentar requerimentos pedindo a presença de Haddad em comissões do Congresso para esclarecimentos sobre as suspeitas de lavagem de dinheiro no Perse.

Entidades dos setores de turismo e evento se reuniram hoje, 7, em Brasília, em um ato pela defesa da manutenção do Perse, criado para ajudar as empresas em razão da pandemia da covid-19 e prorrogado no ano passado. Os representantes divulgaram um manifesto para destacar a importância dos setores para a economia do País. O documento foi assinado por 305 parlamentares, segundo Carreras.

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