Após ajustes finos, dólar sobe em linha com DXY e à espera de Copom e ajuda ao RS

O mercado de câmbio faz ajustes finos nos primeiros negócios, em meio ao compasso de espera pela decisão do Copom, nesta quarta-feira, 8. O dólar oscilou sem direção única nos primeiros negócios dessa terça-feira, 7, e anotou máxima a R$ 5,0842 (+0,20%), se alinhando à valorização externa da divisa americana frente moedas principais.

Os juros futuros rondam os ajustes de segunda-feira, com viés positivo de olho no dólar, enquanto a queda dos rendimentos dos Treasuries é contraponto.

Investidores também aguardam a votação no Senado nesta segunda do decreto legislativo, aprovado pela Câmara ontem à noite, que deve acelerar a liberação de verbas ao Rio Grande do Sul.

Via decreto, os recursos em valor ainda incerto ficarão fora da meta fiscal e outros atos podem ser editados, como o que prevê a renegociação da dívida estadual. Há receio no mercado de que essa liberação de recursos excepcional pressione mais as contas públicas este ano, com efeitos na atividade econômica e na inflação.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que o projeto de decreto legislativo tem limitação muito clara para repasse de recursos ao RS. Segundo Pacheco, o presidente Lula disse que a desoneração volta à negociação via Fazenda e Casa Civil e que a expectativa é de que uma solução sobre a desoneração da folha possa vir nos próximos dias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça que há 100% de vontade da Câmara, Senado e Judiciário para que facilitemos os recursos ao RS.

Na fraca agenda do dia, o Tesouro faz leilão de LFT e de NTN-B (11h) e, nos EUA, estão programados discurso do presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari (12h30), e dados de crédito ao consumidor (16h).

Às 9h32, o dólar à vista subia 0,16%, a R$ 5,0822. O dólar para junho ganhava 0,14%, a R$ 5,0930.