Bolsas da Europa fecham em alta, com balanços e perspectivas de relaxamento monetário

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, 8, observando a publicação de balanços no continente. Além disso, as perspectivas para a política monetária seguem impulsionando as ações na região, com os bancos centrais sinalizando o processo de relaxamento monetário. Em Londres, o FTSE 100 renovou sua máxima histórica de fechamento em mais uma sessão.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,33%, a 515,72 pontos. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,49%, a 8.354,05 pontos.

"O FTSE 100 continua atingindo novas máximas históricas, com a fraqueza da libra proporcionando ao índice um pequeno impulso", disse o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mould. "Uma queda na moeda nacional é normalmente útil para o FTSE 100 porque aumenta o valor relativo dos seus ganhos dominantes no exterior", pontua.

Em Paris, o CAC 40 subiu 0,69%, a 8.131,41 pontos. Em Madri, o Ibex35 fechou em alta de 0,65%, a 11.152,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 0,15%, a 6.726,20 pontos. A exceção foi Milão, onde o FTSE MIB caiu 0,27%, a 34.151,41 pontos.

Maior cervejaria do mundo, a AB InBev agradou em receita e volume de vendas no primeiro trimestre. No horário acima, a ação da empresa - que controla a brasileira Ambev - avançou 3,96% em Bruxelas. Observando a publicação, a concorrente Heineken subiu 2,10% em Amsterdã, e a Carlsberg avançou 2,16% em Copenhague.

Já a Siemens Energy saltou 12,80% em Frankfurt, após a companhia de energia alemã voltar a lucrar e ampliar projeções para o ano. Na cidade, o DAX subiu 0,31%, a 18.488,07 pontos.

No noticiário macroeconômico, a produção industrial da Alemanha caiu 0,4% na comparação mensal de março, mas analistas previam queda maior.

Em relação à política monetária, o BC da Suécia, o Riksbank, cortou nesta quarta seu juro básico em 25 pontos-base, a 3,75%, e sinalizou que poderá reduzi-lo mais duas vezes durante a segunda metade do ano.

O Riksbank é apenas o segundo BC de uma economia rica e desenvolvida a iniciar um ciclo de relaxamento monetário após o salto inflacionário pós-pandemia de covid-19. O primeiro foi o BC da Suíça, em março.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) define seu juro na quinta-feira, 9, mas não há expectativa de mudança.

O Banco Central Europeu (BCE), por sua vez, continua preparando o terreno para anunciar seu primeiro corte de juros em junho, visto que a inflação da zona do euro parece estar se encaminhando para a meta oficial de 2%.

O diretor do BCE Pierre Wunsch afirmou nesta quarta que, apesar das incertezas no radar, acredita que "há um caminho para começar a cortar juros neste ano". Outro dirigente, Robert Holzmann demonstrou confiança no início de cortes de juros em junho, mas alertou que "não vê razão" para reduzir as taxas de modo intenso, sucessivo e rápido.