Ouro fecha em baixa, com níveis históricos dos preços afastando demanda

O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta quarta-feira, 8, em um cenário no qual a ausência de novos desdobramentos que estimulem a demanda retira apoio dos preços. Com valores elevados, próximos do recorde histórico, analistas acreditam que as cotações devem reduzir a procura pelo ouro, provavelmente conduzindo a novas quedas nos preços.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho fechou em baixa de 0,08%, a US$ 2.322,30 a onça-troy.

"Os metais estão em queda, apesar dos relatos de compras de ouro no varejo se espalhando por toda a Ásia, apoiando os fundamentos", aponta Peter Castillo, economista-chefe da Spartan Capital. O banco central da China expandiu as suas reservas do metal precioso pelo 18º mês consecutivo em abril, adicionando 1,9 toneladas métricas - elevando o seu total para 2.264,3 toneladas, afirmam analistas do ING numa nota.

A procura de ouro por parte dos bancos centrais foi a mais forte já registrada no primeiro trimestre do ano - mas o ritmo de compras da China abrandou em abril, num contexto de preços historicamente elevados, afirma o ING. O ouro atingiu um máximo histórico em abril, atingindo um pico acima de US$ 2.400 a onça, após uma recuperação sustentada pela forte demanda dos bancos centrais e pelas tensões geopolíticas, diz o ING.

A Capital Economics aponta que as compras de ouro pelos bancos centrais e a demanda da China empurraram os preços para as máximas, mas pensa "que os preços elevados acabarão por reduzir a procura. Esperamos que os preços do ouro caiam de máximos históricos à medida que os apoios desaparecem", afirma a consultoria.

*Com informações Dow Jones Newswires.