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Joaquim Levy é impedido de tomar posse no Banco Mundial até junho

SÃO PAULO - O ex-ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi anunciado no dia 11 de janeiro como novo diretor financeiro do Banco Mundial e devia tomar posse na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. No entanto, a Comissão de Ética da Presidência da República decidiu que não é isso que deve ocorrer. 

Usando como justificativa o artigo sexto da lei 12.813/03, a comissão concluiu que haveria conflito de interesse no novo cargo de Levy, já que como ministro da Fazenda, ele travou relações relevantes com o Banco Mundial. De acordo com o texto da lei, no período de seis meses contados a partir da exoneração, o ocupante de cargo no Poder Executivo federal não poderá prestar serviço direta ou indiretamente a qualquer pessoa física ou jurídica com quem tenha tido relação em razão do cargo que ocupava no governo. 

Ou seja, Levy só poderia tomar posse da diretoria financeira do BM em junho deste ano, quando completarem seis meses de sua saída da Fazenda, que ocorreu em 18 de dezembro. 

A chance que o ex-ministro tem de não deixar a instituição comandada por Jim Yong Kim esperando tanto tempo é argumentar para provar em contrário a existência de conflito de interesses. Caso não convença, Levy terá, pelo menos, uma remuneração compensatória enquanto não assume o posto. 

Cabe lembrar que como diretor financeiro do BM, Levy cuidaria de todo o controle do Tesouro da entidade, incluindo as operações financeiras, orçamento corporativo, gerenciamento de risco e controladoria.

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