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Deutsche Bank faz lista com 10 desejos de natal para Vale ter seu melhor ano

SÃO PAULO - O Natal está chegando e, acreditando ou não no Papai Noel, crianças e adultos preparam suas listas de desejos. Enquanto alguns querem coisas materiais, outros apenas desejam paz ou um ano seguinte melhor. E entrando neste clima de fim de ano, o Dutsche Bank preparou sua própria lista de Natal pedindo 10 coisas para a Vale (VALE3; VALE5).

Em relatório, os analistas do banco afirmam que esperam um período bastante positivo para a mineradora até o Natal de 2017, mas muito por conta de eventos que não estão no controle da companhia.  "Acreditamos que a partir daqui até 2017 a maioria dos catalisadores para a Vale serão cumpridos", diz o Deutsche.

"Acreditamos que esta será a etapa mais poderosa da história de re-rating e poderemos ver o preço do ADR acima do número da dívida líquida em termos de bilhões de dólares", explicam. Mas para que isso aconteça, uma série de fatores precisa ser cumprida, e o Deutsche listou tudo isso:

1. Progresso na transação de fertilizantes. Embora os rendimentos em dinheiro possam ser modestos, a venda é significativa.

2. Entregar a venda de participações no capital da Mitsui em Moçambique.

3. Entrega dos US$ 2,2 bilhões em financiamento de projetos em relação ao corredor logístico de Nacala.

4. Alocações adicionais essenciais ou outra forma para cumprir os objetivos de redução da dívida, apresentados pelo cronograma original para junho de 2017.

5. Resolução sobre o acordo de acionistas.

6. Extensão do mandato do CEO antes de maio de 2017.

7. Projeto S11D bem sucedido.

8. Entrega de níquel em Long Harbor e EBITDA positivo da VNC.

9. Projeto bem sucedido do corredor de Nacala que fornece uma taxa de 18 milhões de toneladas por ano.

10. Transparência na política de dividendos. Gostaríamos de ver a distribuição de todo o fluxo de caixa livre além de uma redução de dívida de US$ 1 bilhão por ano.

O Deutsche ainda citou mais dois pontos, mas que não estão sob o controle da Vale: uma maior v isibilidade sobre passivos e questões operacionais em torno da Samarco; e um e sclarecimento sobre os US$ 5 bilhões de potenciais passivos referentes ao Refis.

Os analistas destacam que será um ano atarefado para a mineradora, mas que eles acreditam que uma boa base foi estabelecida este ano e a expectativa é de um progresso significativo nestas questões. Exatamente por todo este otimismo eles recomendam compra das ações.

Na quarta-feira (7), o  Credit Suisse já havia elevado sua recomendação para as ações da Vale, passando de underperform (desempenho abaixo da média) para neutro, subindo também o preço-alvo de US$ 4,00 para US$ 7,00, o que representa um aumento de 75%.

Em relatório, os analistas explicaram que a Vale está sujeita a inúmeras variáveis e, com o intuito de simplificar, eles rodaram três diferentes cenários para construir o novo preço-alvo. Dentro do melhor cenário, eles acreditam que a Vale oferece um potencial de valorização de 80%; já no pior cenário, a ação teria algo perto de 60% de potencial de queda.

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