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4 mentiras sobre criatividade desmascaradas por especialista

SÃO PAULO – Para muitas funções profissionais, criatividade é peça chave. Seja na produção de conteúdo ou na busca por soluções de questões do dia a dia, o lado inventor do cérebro pode ser essencial para basicamente todos os cargos e áreas de trabalho existentes atualmente – sem ele, robôs poderiam ocupar todas as funções.

Mas muito do que é dito com frequência a respeito da criatividade é falso, de acordo com o humorista, palestrante e professor de criatividade Murilo Gun. Ele prega que aplicar a criatividade nas atividades corriqueiras pode ser mais fácil do que parece.

"O primeiro passo é entender que todos já fomos crianças criativas e vamos tendo essa habilidade bloqueada conforme crescemos. A questão é que muita gente ainda acredita que a criatividade é algo inalcançável, e isso não é verdade", explica o especialista. Confira, a seguir, quatro das mentiras mais difundidas a respeito, segundo ele:

1. Mito do artista

"Hoje, os problemas estão mudando de forma rápida e acelerada. Por isso, a criatividade é indispensável para todo mundo, porque, para demandas novas é preciso soluções novas", afirma Murilo. Por isso, é falsa a ideia de que criatividade é para artistas e publicitários.

"Para funções como seguir processos e analisar dados, a máquina se sairá melhor do que nós, seres humanos. Entretanto, quando há a necessidade de pensarmos de forma criativa nós saímos na frente", diz.

2. Mito do dom

Criatividade não é, para ele, natural, mas sim algo que deve ser desenvolvido por cada um. "Discutir se existe uma pré-disposição para a criatividade é inútil. O que faz diferença mesmo é acreditar que é possível ser mais criativo e trabalhar pesado para se aperfeiçoar, com estudo e treino", garante.

3. Mito da criação

Toda novidade, relembra Murilo, é a combinação de elementos que já existem. Criar coisas do zero não é essencial para ser criativo. Estar inspirado é ter um bom repertório, que você acumula com o tempo para gerar a combinatividade – união das palavras combinação e criatividade, para Murilo.

4. Mito do acaso

Boas ideias não surgem espontaneamente, de acordo com o professor. Para ele, existe um processo criativo longo por trás de cada ideia, composto por etapas: input, processamento, output e feedback.

"No momento de input, ou preparação, acontece a investigação do problema, utilizando o repertório que já se tem ou informações novas. No processamento, é preciso acontecer um distanciamento, porque o relaxamento permite que o inconsciente aja. O output, ou iluminação, é o momento 'Eureka!'. Só que esse insight só funciona se as etapas anteriores forem cumpridas com sucesso. Não é algo espontâneo. E o feedback é onde a ideia é testada para ver se realmente funciona. E o processo pode girar novamente até se encontrar a solução ideal".

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