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Ibovespa intensifica baixa com elevação de tom na disputa entre EUA e China

23/08/2019 14h45

Na parte da tarde desta sexta-feira o Ibovespa intensificou a tendência que já era negativa, em um cenário marcado pela cena externa negativa me meio as disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China. Além disso, os investidores locais também mostram cautela com a crise causada pelos incêndios na Amazônia.

Com isso, às 14h05 o Ibovespa recuava 2,66% aos 97.349 pontos, como dólar saltando 1,06% a R$ 4,1137.

Pela manhã, a China anunciou novas sobretaxas a produtos americanos a partir de 1º setembro como retaliação comercial aos EUA. É o novo capítulo da disputa comercial sino-americano. As novas sobretaxas chinesas é resposta à promessa do presidente dos EUA Donald Trump de impor uma alíquota de 10% sobre US$ 300 bilhões de mercadorias chinesas que ainda não haviam sobretaxados também em 1º de setembro.

Em resposta, Trump, reuniu-se com sua equipe de comércio na Casa Branca, segundo a CNBC, após a China impor tarifas retaliatórias sobre produtos dos Estados Unidos e o líder republicano pedir às empresas norte-americanas que saiam da China.

Um repórter da CNBC disse no Twitter que a reunião estava acontecendo por volta do meio-dia, no horário local. Mais detalhes não estavam disponíveis.

Depois disso, o presidente americano afirmou que está ordenando que as empresas norte-americanas busquem formas de fechar suas operações na China e produzir mais de suas mercadorias nos EUA, um ataque retórico a Pequim após intensificação das tensões comerciais.

Trump não pode legalmente obrigar as empresas norte-americanas a abandonar a China imediatamente e não deu detalhes sobre como poderia prosseguir com tal pedido, embora tenha dito que oferecerá uma resposta mais tarde nesta sexta-feira a tarifas sobre produtos americanos anunciadas pela China no início do dia.

Alívio temporário

O mercado esperava como principal fator do dia a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em Jackson Hole. Ele declarou que economia dos EUA está em uma "posição favorável" e o Fed irá "agir conforme apropriado" para manter o ritmo de expansão da economia.

Powell, que está sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para cortar a taxa de juros em breve e com força, listou uma série de riscos econômicos e geopolíticos que o Fed está monitorando -- vários deles, segundo Powell, estão relacionados à guerra comercial do governo dos EUA com a China e outros países.

O tom chegou a trazer um certo alívio para os mercados, que voltaram a reagir negativamente após as manifestações de Trump.