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Na bolsa de Dalian, minério de ferro encerra com valorização de 3,31%

10/09/2019 08h30

A jornada desta terça-feira foi marcada por uma nova valorização nas cotações dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento de janeiro de 2020, encerrou a 655,50 iuanes por tonelada, ganhos de 3,31% em relação ao preço de liquidação da véspera, que foi de 643,50 iuanes/t. A variação diária foi de 21 iuanes.

A sessão também foi de ganhos nos preços dos papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na também chinesa cidade de Xangai. O contrato de maior liquidez, com vencimento para o primeiro mês do próximo ano, somou 32 iuanes para 3.479 iuanes por tonelada. Já o segundo mais negociado, de outubro deste ano, ganhou 36 iuanes para 3.809 iuanes por tonelada.

As ações da China fecharam em queda nesta terça-feira, quebrando uma série de ganhos, depois de dados mostrarem que a deflação nas fábricas do país se intensificou em agosto, em meio a uma prolongada disputa comercial com os Estados Unidos.

Os preços nas portas das fábricas da China caíram no ritmo mais acentuado em três anos em agosto, aprofundando-se em deflação e reforçando a urgência de Pequim para intensificar o estímulo econômico à medida que a guerra comercial com os Estados Unidos se agrava.

Analistas dizem que a queda da demanda no país e no exterior está forçando algumas empresas chinesas a reduzir os preços para atrair novas encomendas ou cortar a produção para conter custos, diminuindo os lucros já escassos e reduzindo ainda mais a confiança empresarial.

Enquanto isso, restam dúvidas sobre se a China e os Estados Unidos podem fazer algum progresso material em suas negociações comerciais no início do próximo mês, já que os investidores ainda tentam encontrar pistas nos últimos comentários sobre comércio de ambos os lados.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse na segunda-feira que não vê a ameaça de recessão, já que o governo Trump tenta reviver as negociações comerciais com a China, acrescentando que espera um ano positivo pela economia dos EUA.