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Fique por dentro de 5 principais notícias do mercado nesta quarta-feira

18/09/2019 08h47

É o dia do Fed, mais do que o habitual. O banco central dos EUA também deve realizar algum ajuste fino de um mercado monetário que se deteriorou nos últimos dois dias devido a uma complexa interação de fatores de curto e longo prazo, provocando elevações na taxa overnight do mercado monetário da maior economia do mundo. E os preços do petróleo estão voltando a níveis mais baixos depois que a Arábia Saudita prometeu ao mundo que voltaria ao normal até o final do mês.

1. O Fed pode se juntar à festa de flexibilização global?

Ainda espera-se que o Federal Reserve reduza as taxas de juros do intervalo de 2-2,25% para 1,75-2% em sua reunião regular de política monetária, que termina mais tarde nesta quarta. Como de costume, o comunicado da decisão de política monetária chegará às 15h (horário de Brasília), com a conferência de imprensa do presidente Jerome Powell agendada para às 15h30.

As expectativas de um corte diminuíram nos últimos dias, após alguns dados fortes dos EUA, mas a maioria dos participantes do mercado tem ainda expectativa por uma ação da autoridade monetária. De acordo com a ferramenta de monitoramento de taxas do Fed do Investing.com, a chance implícita de um corte caiu para quase 55%. No início da semana passada, era praticamente unânime a precificação de um corte de 25 pontos-base.

O Fed não é a única reunião de banco central marcada para hoje. O Banco Central do Brasil também fará seu anúncio de política monetária no final do dia, com a expectativa de redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, atualmente em 6% ao ano. Os bancos centrais da Zona do Euro, da Índia, da Rússia, da China e da Turquia afrouxaram drasticamente a política monetária nas últimas semanas para combater a desaceleração global em curso.

2. As penas voam no sistema bancário

É provável que a decisão sobre as taxas do Fed seja ofuscada por uma turbulência extraordinária no mercado monetário de curto prazo, que alimenta a liquidez entre instituições financeiras, que ocorreu nos últimos dois dias. Durante este período, o mercado viu as taxas de overnight subirem muito mais do que a faixa de 2% a 2,25% que é referenciada como meta pela política monetária do Banco Central dos EUA. Alguns investidores apontam que as taxas chegaram a 5%, mas alguns relatos dizem que os Feds Funds se aproximaram dos 10%.

Os analistas culpam uma combinação de fatores estruturais e de curto prazo pela volatilidade: a demanda por dinheiro, enquanto as empresas se preparam para fechar suas contas de impostos trimestrais (o prazo para isso foi o dia 15 de setembro), enquanto um leilão recém-liquidado do Tesouro deixou o mercado está sem dinheiro ao mesmo tempo.

No entanto, alguns apontam para o fato de que a regulamentação introduzida após a crise financeira tornou mais difícil para os bancos gerenciar esses riscos de liquidez, e também para o Fed julgar o nível de liquidez geral necessário ao sistema financeiro.

Para levar a taxa dos Feds Funds para o patamar do intervalo de 2-2,25%, o Fed injetou ontem US$ 53 bilhões em liquidez no sistema bancário por meio de operações conhecida como "repos" (operação de recompra reversa).

O Fed está realizando hoje um segundo dia de injeção de liquidez por meio do "repos" para ajudar a trazer as taxas de curto prazo de volta ao intervalo desejado. O objetivo é colocar por volta de até US$ 75 bilhões no mercado interbancário.

3. Ações programadas para abrir em baixa

Os índices de ações dos EUA permanecerão no modo de espera até a decisão do Fed, mas parecem prontos para abrir um pouco mais baixos nesse meio tempo.

Às 7h, o futuros do Dow 30 caíam 27 pontos ou 0,1%, enquanto o futuros do S&P 500 também caíam 0,1% e futuros do Nasdaq 100 caíam 0,2 %

Os dois índices tradicionais ainda estão a uma curta distância de novos recordes de todos os tempos, embora o apetite para fazer novos recordes possa ter diminuído da noite para o dia, depois que a Fedex reportou uma queda nos lucros em seu primeiro trimestre fiscal e disse que os lucros do ano inteiro cairiam muito mais acentuadamente do que o inicialmente previsto. Culpou sua ruptura com a Amazon (NASDAQ: AMZN) e a desaceleração econômica global. As ações da Adobe (NASDAQ: ADBE) também caíram nas negociações fora do horário comercial, depois que a empresa de software emitiu uma orientação fraca para o ano.

4. O petróleo recua, como a Arábia Saudita dizendo que não haverá problemas até o final do mês

Os preços do petróleo se estabilizaram em níveis mais baixos durante a noite. A Arábia Saudita disse que restaurará a produção perdida até o final de setembro. O ministro da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, também disse que conseguiu restaurar os suprimentos para os clientes nos níveis em que estavam antes dos ataques do fim de semana à suas instalações, utilizando seus estoques.

Às 7h (horário de Brasília), os futuros do WTI, a referência dos EUA, estavam em US$ 58,59 por barril, queda de 0,9% no final da terça-feira e queda de mais de US$ 4 do pico atingido logo após os ataques. O valor de referência internacional Brent caía 0,9%, para US$ 63,98 por barril.

Embora a situação do suprimento no Golfo seja o centro das atenções no futuro próximo, os dados do governo dos EUA sobre estoques de petróleo também devem ser entregues hoje, às 11h30 (horário de Brasília). Os números do Instituto Americano de Petróleo divulgados na terça-feira sugeriram um aumento surpreendente de 592.000 barris nos estoques. O mercado espera um rebaixamento líquido de 2,5 milhões de barris.

5. Atualizações no mercado imobiliário

Longe do Fed, também haverá atualizações no mercado imobiliário sob a forma de licença de construção e dados de início de novas construções às 9h30 da manhã.

Os índices chegam logo após outro aumento no índice do mercado imobiliário NAHB, chegando ao seu nível mais alto desde outubro do ano passado, um desenvolvimento ajudado pela recente queda no rendimento dos títulos que reduziu as taxas de refinanciamento.