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Nova emissão de debêntures da Petrobras teve demanda pouco acima da oferta

27/09/2019 09h55

A atual oferta de debêntures realizada pela Petrobras (SA:PETR4) não tem atraído o mesmo interesse da emissão realizada no início do ano. A atual, que teve precificação na quarta-feira (25), atraiu R$ 3,5 bilhões, fazendo com que a estatal não reduzisse a taxa de remuneração para baixo do teto oferecido. As informações são da edição desta sexta-feira, da Coluna do Broadcast, do Estadão.

A publicação destaca que, na oferta de janeiro, a demanda chegou a R$ 12 bilhões para uma oferta de R$ 3 bilhões. Na ocasião, a operação foi considerada um case para ilustrar o apetite de investidores (pessoas físicas ou não) por ser uma forma de diversificar os investimentos com melhor remuneração devido à baixa taxa Selic em 6,5% ao ano..

Além disso, informa o jornal, a Petrobras (SA:PETR4) não conseguiu emplacar a série numerada em CDI, com a emissão ficando somente concentrada nas outras séries de debêntures de infraestrutura, que, por serem isentadas de Imposto de Renda, há um maior apelo em um cenário de Selic no menor nível da história - após dois cortes de 0,50 ponto percentual em julho e setembro, a taxa está atualmente em 5,5% ao ano.

Com isso, as duas séries de debêntures emitidas pela estatal têm vencimento em 2029 e 2034, com remuneração de IPCA somado a um prêmio de 3,6% e 3,9%, respectivamente. A menor demanda é motivada pelos investidores pedindo pedido mais prêmio para comprar novos papéis e compensar o expressivo corte da Selic.

No final de agosto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu a oferta de debêntures da Petrobras (SA:PETR4), alegando que a empresa infringiu regra do mercado que proíbe companhias durante períodos de oferta pública de papéis de se manifestarem na mídia.

A decisão, que valeria por até 30 dias, foi tomada após a diretora de relações com investidores da Petrobras (SA:PETR4), Andrea Almeida, ter participado de entrevista promovida pela XP Investimentos, uma das coordenadoras da oferta. A suspensão foi retirada duas semanas depois.

Durante a entrevista, a executiva da Petrobras (SA:PETR4) comentou as estratégias da atual gestão da empresa e, ao fim, recomendou a investidores que comprem ações da companhia, projetando boas perspectivas à frente.