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Preços do petróleo sobem, revertendo perdas iniciais antes do discurso de Trump

12/11/2019 10h16

Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira, revertendo as perdas antecipadas em meio à esperança de que o presidente dos EUA, Donald Trump, use um discurso no final do dia para indicar progresso na resolução da prolongada guerra comercial EUA-China.

Trump falará às 14h00 no Economic Club de Nova York, e os investidores estão ansiosos por uma atualização das negociações comerciais com a China depois que relatos recentes indicaram que o acordo da 'fase 1' discutido entre os países poderá não ser finalizado até dezembro.

Os preços do petróleo foram pressionados para baixo na segunda-feira, em meio a preocupações com o crescimento econômico mais lento e as perspectivas para a demanda de petróleo devido às consequências do conflito comercial de 16 meses entre as duas maiores economias do mundo.

O petróleo Brent, a referência mundial, subia 30 centavos a US$ 62,48 por barril às 10h07, depois de cair para US$ 61,90. O petróleo intermediário do oeste do Texas (WTI) subia 13 centavos cotado a US$ 56,96 por barril.

"O mercado de petróleo está em um padrão de retenção", disse Tamas Varga, da corretora de petróleo PVM. "O próximo movimento de US$ 5 a US$ 10 será decidido por considerações econômicas e comerciais".

"Espera-se que ele adie sua decisão de impor tarifas sobre as importações de automóveis e autopeças na Europa e também que esclareça o status das negociações comerciais com a China", acrescentou Varga, referindo-se ao discurso de Trump.

"Os participantes do mercado continuam acreditando em um acordo comercial (parcial) a ser assinado em breve", disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank (DE:CBKG). "O aumento de dúvidas sobre ele colocaria os preços do petróleo sob pressão".

Os preços do petróleo também foram sustentados por dados dos EUA, mostrando que os estoques de petróleo em Cushing, ponto de entrega do WTI, caíram cerca de 1,2 milhão de barris na semana até 8 de novembro, segundo os investidores, citando a empresa de inteligência de mercado Genscape.

Os estoques de Cushing cresceram por cinco semanas seguidas até 1º de novembro, segundo dados do governo.

O Brent aumentou 16% em 2019, apoiado por um pacto de limitação de oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, incluindo a Rússia. Os produtores se reúnem nos dias 5 e 6 de dezembro para decidir se estenderão o acordo.

Omã, um dos produtores externos que trabalha com a Opep, disse na segunda-feira que a aliança provavelmente estenderá o acordo, mas é improvável que aumente o tamanho do corte na oferta.

--A Reuters contribuiu para esta matéria.