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Desigualdade diminui, mas não favorece os mais pobres, diz IBGE

Carlos Iavelberg

Da Redação, em São Paulo

A desigualdade na distribuição da renda no Brasil vem diminuído nos últimos anos, mas a população mais pobre tem sido pouco beneficiada nesse processo, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a pesquisa, em 2001, os 20% mais ricos ganhavam 63,7% de toda a renda nacional. Em 2009, esse índice caiu para 58,7%, uma queda de cinco pontos percentuais.

No mesmo período, porém, a renda dos 20% mais pobres subiu de 2,6% para 3,3%, um aumento de 0,7 ponto percentual.

Segundo os dados, foram os 60% que se encontram na faixa intermediária entre os mais ricos e os mais pobres que mais se beneficiaram do processo de redução da desigualdade na renda nacional.

Numa comparação direta, em 2001, a renda da população mais rica era 24,3 vezes maior do que a dos mais pobres. Em 2009, a diferença caiu para 17,8 vezes .

Regiões

A má distribuição da renda também pode ser constatada entres as cinco regiões brasileiras. A maior diferença ocorre entre o Sul e o Nordeste do país.

De acordo com o IBGE, em 2009, as famílias mais pobres (que possuem renda per capita de até ¼ de salário mínimo) representavam 17,4% da população no Nordeste. No Sul, essa proporção era de 2,9% e, na média nacional, de 7,7%.

O estudo também aponta que as famílias mais ricas (com renda per capita acima de cinco salários mínimos) correspondiam a 2,5% da população no Nordeste e a 6,4% no Sul. Na média nacional, o índice é de 5,1%.

 

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