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Mais de 50 sites de compras coletivas fecharam em três meses

Piero Locatelli

Do UOL, em São Paulo

27/02/2012 10h00

Poucas empresas sobrevivem nos mercados puxados por modismos. O segmento de sites de compras coletivas é um dos que se consolidaram rápido nas mãos de poucos donos. Os oito maiores portais do gênero no país concentram mais de 80% do faturamento do mercado, segundo dados do Saveme, site que reúne ofertas de compras coletivas. No entanto, o total de empresas atuantes no ramo chega a 807. Entre novembro de 2011 e fevereiro deste ano, ao menos 57 sites de compras coletivas pararam de funcionar.

Com a entrada de grandes investidores nesses ramos, algumas lojas e marcas tendem a ser absorvidas. Segundo Gustavo Carrer, consultor do Sebrae-SP,  essa consolidação deixa aqueles que estão menos preparados e sem diferencial de fora.

  • Reprodução

    Site Planeta do Desconto, que vendia diárias em pousadas, funcionou apenas por quatro meses

O empresário José Luiz Gomes Machado, que tem um hotel em Serra Negra (SP), a 139 km da capital, decidiu abrir seu site de compras coletivas depois de anunciar nessas páginas e experimentar uma surpreendente alta nas reservas. Resolveu criar um site  focado na região dos seus empreendimentos no interior de São Paulo, conhecida como “Circuito das Águas”.

O site Planeta do Desconto operou durante quatro meses, mas não deu lucros. Pedro resolveu fechá-lo. “O site era o que dava menos dinheiro entre meus investimentos. Faltou tempo”, diz o empresário. Ele não imaginava que o segmento necessitasse de uma mão de obra tão grande e tanto trabalho. Segundo ele, a empresa contava com três funcionários e seriam necessários pelo menos oito para o negócio funcionar.

Muitos empresários desconhecem complexidade do mercado

Segundo Guilherme Wroclwaski, diretor executivo do Saveme, muitos sites acabaram por subestimar a complexidade do mercado e não têm profissionalismo. “O mercado está mais maduro, ele se torna mais exigente como qualquer mercado que cresce e passa a tomar corpo.” Apesar do fechamento de sites, a previsão do setor é de crescimento neste ano.

Um dos que ainda acreditam nesse mercado e buscam espaço é o empresário Farley Gomes. O seu site será focado em mulheres e no público GLS. Ele diz que outro diferencial é ter a sede no Nordeste, onde ele atuará. Segundo ele, a região ainda não é bem servida por esse tipo de serviço, pois a maior parte das empresas tem a sede no Sudeste e não se desenvolve no Nordeste.