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Caixa derruba juros e avalia que taxa de calote pode subir

Do UOL, em São Paulo

09/04/2012 12h18

A Caixa anunciou oficialmente nesta segunda-feira (9) um corte nos juros em uma série de linhas de financiamento, seguindo a decisão anunciada na semana passada pelo Banco do Brasil. 

O presidente da Caixa, Jorge Hereda, afirmou que a taxa de inadimplência do banco poderá subir um pouco após essas medidas. Apesar disso, segundo ele,  relacionamento com clientes vai aumentar, o que facilitará renegociação de atrasos.

Por isso, "não vemos piora significativa da inadimplência". O índice de inadimplência da carteira livre da Caixa (que exclui crédito imobiliário) atualmente é de 3,1%. 

O juro do cheque especial foi cortado em até 67%, para 4,27% ao mês, enquanto as linhas de crédito rotativo de cartão de crédito foram cortadas em 40%, para 9,47%, e nos financiamentos consignados houve diminuição de 34%.

Além de cortes em várias taxas, o banco reduziu em 68,7% o juro de financiamentos para capital de giro de micro e pequenas empresas, para 0,94% ao mês. O banco está disponibilizando R$ 10 bilhões para empresas, segundo comunicado da instituição.

"Essa decisão foi pensada; não é uma canetada como alguns acham", disse presidente da Caixa, Jorge Hereda, a jornalistas, negando que os cortes sejam resultado de pressão política do governo na instituição.

Banco do Brasil

Na última quarta-feira (4), o Banco do Brasil um conjunto de medidas para reduzir as taxas de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas e micro e pequenas empresas. 

Para financiamento de bens e serviços de consumo --por exemplo, eletrônicos, computador, materiais de construção e pacotes de viagem-- os juros médios serão reduzidos em 45%.

Já o financiamento de carros, com crédito pré-aprovado e sem tarifas embutidas, terá queda de pelo menos 19%, segundo o BB. O cliente poderá financiar a aquisição de um veículo com taxa de juros a partir de 0,99% ao mês.

O BB vai também aumentar em R$ 26,8 bilhões os limites de crédito para micro e pequenas empresas, e em R$ 16,3 bilhões os limites para pessoas físicas.

As novas medidas devem entrar em vigor nas agências do banco a partir do dia 12.

“Vamos reduzir os spreads, aumentar a oferta de crédito, estimular o uso consciente do crédito e ainda atrair novos clientes”, disse o presidente do BB, Aldemir Bendine. Segundo ele, a decisão é possível graças aos baixos níveis de inadimplência.

(Com informações da Reuters)

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