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Reajuste nos preços de remédios vai prejudicar empresas, diz sindicato

Paula Laboissière

Da Agência Brasil, em Brasília

04/04/2013 11h24

O Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Sindusfarma) questionou nesta quinta-feira (4) o reajuste de até 6,31% autorizado para medicamentos vendidos em todo o país. Em nota, a entidade diz que o governo aplicou "um discutível cálculo de produtividade, que reduz o índice de reajuste e prejudica muitas empresas, ao impedi-las de repor o aumento de custos de produção do período."

Segundo nota do Sindusfarma, desde 2011 a indústria farmacêutica enfrenta pressões de custo, sobretudo com pessoal, insumos e matérias-primas importadas, cujas cotações internacionais subiram no ano passado e ficaram mais elevadas por causa da desvalorização do real. "Até agora, o setor absorveu esse impacto mas, em contrapartida, experimentou queda de rentabilidade", afirma o sindicato.

No comunicado, a entidade diz que, se todas as apresentações de medicamentos forem reajustadas pelos índices máximos autorizados, o aumento médio ponderado chegará a 4,59% e a variação de preços dos medicamentos ficará abaixo da inflação geral.  Em 2012, segundo o Sindusfarma, os medicamentos subiram 4,11% em média, enquanto a inflação geral foi de 5,84%.

"É sempre importante esclarecer que o reajuste atualiza a tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) e não gera aumentos automáticos nem imediatos nas farmácias e drogarias. Em regra, há um período de ajuste, que dura de dois a três meses. As primeiras variações de preço registram-se em junho ou julho, quando começam as reposições de estoques, já que o varejo costuma antecipar compras antes da entrada em vigor do reajuste."

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