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NYT: com império em crise, Eike pode perder controle do grupo EBX

REUTERS/Mario Anzuoni
Imagem: REUTERS/Mario Anzuoni

Do UOL, em São Paulo

24/06/2013 09h25Atualizada em 24/06/2013 14h15

Com o império em crise, o bilionário Eike Batista pode perder o controle do grupo EBX. Em uma reportagem especial sobre as perdas das empresas do brasileiro nos últimos meses, o jornal norte-americano "The New York Times" afirma que, com o aumento das dívidas do grupo, os principais credores (grandes bancos) "poderiam levá-lo a uma reestruturação que poderia lhe custar o controle das companhias".

Ainda de acordo com o "NYT", as dificuldades do bilionário refletem o momento atual da economia brasileira, com a reversão de expectativas dos investidores internacionais. (Clique aqui e leia o texto na íntegra)

Eike pode vender fatia na MMX

Nesta segunda-feira (24), a empresa de mineração MMX (MMXM3) afirmou que o bilionário pode vender parte da participação que possui. Em um ano, as ações da empresa registram queda de mais de 80%.

Em comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (24), a empresa informou que está avaliando "oportunidades de negócios", incluindo a venda de ações do controlador da companhia, e ativos para investidores nacionais e estrangeiros.

CLIQUE NA IMAGEM E VEJA OS NEGÓCIOS DE EIKE BATISTA

  • Arte/UOL

Império em crise

As empresas do grupo EBX (OGX, MMX, MPX, OSX, LLX e CCX), do bilionário Eike Batista enfrentam uma forte crise na Bolsa de Valores. No 1º trimestre, o prejuízo acumulado foi de  R$ 1,154 bilhão de janeiro a março, contra R$ 180,6 milhões em 2012 (alta de 539%).

A ação da mineradora de carvão de Eike Batista, CCX (CCXC3), registra queda de quase 80% apenas em junho, após o empresário Eike Batista ter divulgado um comunicado suspendendo uma oferta de compra das ações para tirar a empresa da Bolsa.

A OSX Brasil, empresa de estaleiros do grupo, negou ter dado um calote de R$ 500 milhões na espanhola Acciona, suscitando dúvidas no mercado em relação à sua capacidade financeira.

Mais rico do mundo

Em maio de 2011, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões, o brasileiro disse que se tornaria o mais rico do mundo até 2015 -mas o sonho tem ficado cada vez mais distante.

De lá para cá, suas empresas deixaram de cumprir cronogramas e de atingir metas, as ações das empresas do grupo EBX vêm perdendo valor na Bolsa e, consequentemente, a fortuna de Eike vem encolhendo.

(Com agências)

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