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Reajuste de plano coletivo varia de acordo com contrato, dizem empresas

Aiana Freitas

Do UOL, em São Paulo

As empresas que vendem planos de saúde coletivos dizem que os contratos são reajustados todos os anos de acordo com uma série de critérios, como a frequência de uso e as características de cada plano. O índice de reajuste desses contratos, que não é definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tem ficado bem acima da inflação.

A Unimed Paulistana informa que grande parte dos reajustes aplicados nos contratos coletivos por adesão ficou em torno de 9,78% neste ano, mas houve variações de acordo com as características de cada modalidade contratual.

Na Sul América, o índice passa de 14% dependendo do plano. A empresa não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

A Qualicorp, que administra planos das duas empresas, diz que a demanda do reajuste tem origem nas operadoras de saúde, "que precisam equilibrar a relação financeira entre os custos médicos do plano e o valor pago pelos beneficiários. Nesse contexto, em 2013, todas as operadoras parceiras haviam proposto um índice de reajuste acima do percentual aplicado",
 
A Bradesco Saúde, outra grande operadora do setor, disse que os reajustes são definidos de acordo com critérios como porte, vigência de comercialização e sinistralidade (que relaciona as receitas com mensalidades e as despesas com o uso do plano num determinado período). "Portanto, são variáveis de acordo com o contrato firmado", disse a empresa em nota.

Também por meio de nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 17 operadoras no país (incluindo Bradesco e Sul América), afirma que os planos coletivos são reajustados caso a caso.

"Esses reajustes são negociados diretamente entre operadoras e as empresas empregadoras ou entidades de classe. Desta forma, os valores variam de contrato para contrato", diz a FenaSaúde.

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