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Entre gigantes, Petrobras é única com ações em queda e perda de valor

Do UOL, em São Paulo

29/09/2014 16h11

Entre as grandes empresas presentes em Bolsas na América Latina e nos EUA, a Petrobras foi a única que teve queda no retorno de suas ações e no seu valor de mercado em quase quatro anos (de 31 de dezembro de 2010 até a última sexta-feira (26). O período coincide com o governo Dilma Rousseff (PT).

Segundo a consultoria Economatica, o retorno das ações ordinárias (PETR3, que dão direito a voto) da estatal caiu 50,59% em dólares (27,91% em reais). A queda nas ações preferenciais (PETR4, prioridade para receber dividendos) foi de 38,18% em dólares (9,8% em reais).

As ações da estatal estão sofrendo grande queda nesta segunda-feira (29).

O retorno é o valor total líquido obtido com as ações. Seu cálculo inclui o preço, eventuais dividendos e custos de operações (as corretoras cobram pelo serviço de compra e venda de ações; também há incidência de Imposto de Renda).

Variação do retorno de ações (de 31/12/10 a 26/9/14)

  • Exxon Mobil (EUA, Petróleo)

    43,69%

  • Coca-Cola (EUA, alimentos e bebidas)

    42,84%

  • IBM (EUA, eletroeletrônicos)

    38,87%

  • Cisco (EUA, eletroeletrônicos)

    34,39%

  • Schlumberger (EUA, prospecção de petróleo)

    30,98%

  • Bank of America (EUA, finanças)

    29,84%

  • Oracle (EUA, software e dados)

    29,20%

  • Citigroup (EUA, finanças)

    11,37%

  • Petrobras PN (Brasil, petróleo)

    - 38,18%

  • Petrobras ON (Brasil, petróleo)

    - 50,59%

Em relação ao valor de mercado, a Petrobras era avaliada em US$ 228 bilhões em dezembro de 2010. Na última sexta-feira, o valor havia caído para US$ 108,9 bilhões, ou seja, menos da metade (perda de 52%).

A Economatica comparou somente empresas com valor de mercado acima de US$ 100 bilhões. Foram analisadas 38 companhias.

A empresa que teve maior valorização de ações foi a Exxon Mobil, com ganho de 43,69% no período. A Coca-Cola foi a que ganhou mais valor de mercado, indo de R$ 152,7 bilhões para US$ 185,09 bilhões (21% de alta).

Variação do valor de mercado (de 31/12/10 a 26/9/14)

  • Coca-Cola (EUA, alimentos e bebidas)

    De US$ 152,7 bi (31/12/10) para US$ 185,9 bi (26/9/14) - variação: US$ 32,36 bi

  • Philip Morris (EUA, cigarros)

    De US$ 106,2 bi para US$ 130 bi - variação: US$ 23,82 bi

  • Citigroup (EUA, finanças)

    De US$ 137,41 bi para US$ 159,14 bi - variação: US$ 21,73bi

  • Schlumberger (EUA, prospecção de petróleo)

    De US$ 113,93 bi para US$ 134,13 bi - variação: US$ 20,20 bi

  • Ambev (Brasil, bebidas)

    De US$ 86,64 bi para US$ 105,8 bi - variação: US$ 19,14 bi

  • Cisco (EUA, eletroeletrônicos)

    De US$ 112,13 bi para US$ 127,48 bi - variação: US$ 15,35 bi

  • Oracle (EUA, software e dados)

    De US$ 158,14 bi para US$ 172,6 bi - variação: US$ 14,46 bi

  • AT&T (EUA, telecomunicação)

    De US$ 173,64 bi para US$ 182,95 bi - variação: US$ 9,33 bi

  • IBM (EUA, eletroeletrônicos)

    De US$ 182,33 bi para US$ 189,6 bi - variação: US$ 7,27 bi

  • Petrobras (Brasil, petróleo)

    De US$ 228,21 bi para US$ 108,933 bi - variação: - US$ 119,28 bi

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