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Polícia Federal cumpre mais 7 mandados de busca contra Telexfree no ES

Do UOL, em São Paulo

24/10/2014 10h40

A Polícia Federal cumpre, nesta sexta-feira (24), quatro mandados de busca e apreensão na sede da Telexfree no Espírito Santo e outros três nas casas de pessoas envolvidas com a empresa, parte da investigação de suposto esquema de pirâmide financeira.

A operação é realizada em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Os mandados estão sendo cumpridos em Vitória, capital do Estado, e Vila Velha. Também foi autorizado o sequestro de valores e de bens imóveis.

Segundo a Receita Federal, o surgimento de novas informações durante a primeira fase da investigação, que começou em 24 de julho, fez com que esses novos mandados fossem emitidos.

Operação Órion

Participaram da operação, segundo a Receita, 20 policiais federais e 12 servidores da Receita Federal.

A operação foi batizada de "Órion", em referência às pirâmides do Egito, que foram construídas de forma a estarem perfeitamente alinhadas à constelação de Órion.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso.

Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo.

Entenda o caso

A empresa, que vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP), foi formalmente acusada nos EUA de atuar sob um esquema de pirâmide financeira, com foco em imigrantes brasileiros e dominicanos nos EUA, e teve seus bens bloqueados. O esquema teria movimentado US$ 1,1 bilhão no mundo, segundo a acusação.

A empresa foi proibida de operar no Brasil por decisão da Justiça do Acre de junho de 2013, sob acusação de pirâmide financeira.

Nos EUA, um dos seus fundadores, o norte-americano James Merrill foi preso em Massachusetts (sede da Telexfree nos EUA) e encontra-se em prisão domiciliar, acusado de comandar o esquema ao lado do brasileiro Carlos Wanzeler.

Wanzeler que morava em Massachusetts está no Brasil, segundo seu advogado, e é considerado foragido nos EUA. 

A empresa nega qualquer irregularidade em suas operações.

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